quinta-feira, 31 de julho de 2008

O Canto do Gravatá em risco


O cenário do Canto do Gravatá, na Praia Mole, corre o grave
risco de ter a sua paisagem descaracterizada por um empreendimento imobiliário de legitimidade questionável.

Os responsáveis por esse projeto que pretende levar construções para o costão esquerdo da Praia Mole, um dos patrimônios naturais mais belos de Florianópolis, acabaram de obter a chamada “viabilidade de construção” junto à administração municipal.
Os empreendedores atuam em nome da Empresa Tandau Empreendimentos Turísticos, representados pelo arquiteto André Schmitt,
Para defender a preservação do meio ambiente natural daquela região, foi criado um Movimento Social denominado S.O.S. GRAVATÁ, objetivando impedir construções como essa em questão, que ameaçam os últimos pontos de natureza virgem ainda existentes em nossa ilha.
“Florianópolis já perdeu vários tesouros naturais em troca de interesses políticos e financeiros. Não podemos permitir que esse episódio se repita com a Ponta do Gravatá, um dos principais santuários ecológicos da ilha, sob o arrepio da legislação vigente “ expressou um comunicado da organização integrada por a Ufeco, Amorela, Aliança Nativa, ASPN, SOS Praia Mole, Verde Futuro, FEEC, ASJ e Amocanto
Para mais informação, foi idealizado o site www.sosgravata.org, para servir como um portal de informações sobre as iniciativas deste movimento, possibilitando a manifestação daqueles que desejem se unir a esta causa ambientalista e também proporcionar a todos os interessados uma divulgação pública de toda a discussão que está sendo realizada no âmbito da administração da Prefeitura de Florianópolis e do Poder Judiciário.
A audiência acontecerá dia 14 de agosto, quinta-feira, às 14:30h, no Plenarinho, 1º andar da Câmara de Vereadores, na rua Anita Garibaldi, 35, tel. 3027-5762

“Lei seca é elitista, reacionária e semeia a corrupção”

Qual o espírito da lei? O de punir os bêbados no volante, gente irresponsável e criminosa que merece mesmo o fogo (não o da bebedeira, mas o do inferno)? Não, esse não é o espírito dessa nova lei, pois esse espírito já existia na antiga lei: o Brasil já tinha leis que coibiam bêbados no volante - puniam motoristas que tivessem mais do que 6 dg de álcool por litro de sangue. Para se ter uma idéia, isso já era mais rigoroso do que os limites em vigor em países como Canadá e Estados Unidos (que permitem até 8 dg por litro).
Qual era a diferença entre, por exemplo, o Brasil e os Estados Unidos? A diferença era que lá a quantidade de álcool permitida era maior (e não suficiente para embebedar ninguém), mas a fiscalização era, e é, séria. Mesmo podendo ter 8 dg de álcool por litro de sangue, os norte-americanos são muito cuidadosos com suas taças de vinho se vão dirigir, pois sabem que podem ir para a cadeia mesmo.
O que fizeram os moralistas do Brasil? Nossa taxa permitida já era menor do que a americana; o que faltava era simplesmente aplicar a lei — fiscalizar e punir.
Ah, as punições eram mais brandas; concordo plenamente em que fossem aumentadas, como agora. Mas não: no lugar de fiscalizar e punir, o governo (com uma base parlamentar para isso) preferiu tornar o país mais xiita e corrupto, colocando um limite de álcool que equivale, na prática, a proibir qualquer consumo de bebida alcoólica para quem vai dirigir.
Quais as conseqüências disso?
1 - A primeira, se a coisa pegar, é atacar uma tradição cultural atávica da humanidade — a de beber socialmente, confraternizar com a bebida. Tradição que data da remota antiguidade, presente nas festas das colheitas, nas celebrações religiosas, nas comemorações das conquistas. A depender da lei, um jantar de vários casais na casa de amigos ou num restaurante fará com que metade dos presentes fique na Coca-Cola, destruindo seu prazer gastronômico e o clima de compadrio. E impondo o rigor disciplinar, a sobriedade careta, que religiões e moralistas de vários matizes adoraram ter como regra para uma humanidade disciplinada e domesticada.
2 - A segunda, se a coisa pegar, é inserir uma clivagem separando ainda mais os mais ricos dos demais. A lei poderá ser seguida por quem tem dinheiro para sempre pagar taxi e motorista particular — ou seja, o prazer de beber em condições normais, fora de casa, será preservado para esta elite. O resto, que não tiver dinheiro para vários taxis semanais, e na inexistência de verdadeiro transporte público, terá que agir como pária, transgredindo sistematicamente a lei.
3 - A terceira é que, mais provavelmente, nossa lei seca terá efeito parecido ao de sua antecessora nos Estados Unidos: o incentivo ao crime e à corrupção. Ali, nos anos 20 do século passado (1919 a 1933), a bebida alcoólica foi proibida. Sendo o consumo do álcool um hábito cultural arraigado, obviamente as pessoas continuaram a beber — mas foram obrigadas a fazê-lo fora da lei. Para beber, precisavam pagar para as quadrilhas que dominavam o tráfico. Estas ficaram ricas e poderosas, e a corrupção e a criminalidade milionária medraram como nunca. No Brasil a proibição é mais localizada, não deve chegar à criação de quadrilhas como as de lá, mas considerando nossas tradições, dá para prever que a corrupção é quem vai sair ganhando. Enquanto fazem estas iniciais blitze cinematográficas, vai ser difícil ver casos de policiais se corrompendo. Mas no dia-a-dia daqui pra frente, quando um guarda parar um cidadão que está guiando normalmente, está sóbrio, mas saiu de um restaurante, o bafômetro pode muito bem ser acionado. E é bem provável que o cidadão que tomou duas taças de vinho com a comida, para não ir para a cadeia, resolva pagar ali mesmo os R$ 1.000 (ou o que sugerir o guarda) que terá que pagar de qualquer jeito se for para a cadeia. Uma propina bem atraente.
Quanta estupidez! É óbvio que os tantos casos de matança provocada por bêbados no volante foram perpetrados por gente realmente bêbada — com muito mais do que os 8 dg/litro de álcool tolerados nos Estados Unidos. É sobre os bêbados no volante que deveria se voltar a fiscalização. O novo limite imposto no Brasil é na verdade um ataque disfarçado ao consumo puro e simples de bebidas alcoólicas — medida de muito gosto para xiitas religiosos de várias facções, e moralistas políticos de todas as colorações.
Assim caminha, para trás, a humanidade no Brasil.


Josimar Melo é jornalista, crítico de gastronomia da Folha de S.Paulo.

Nossa opinião: A questão é que já existia uma legislação, que permitia um mínimo de álcool, como em todos os países, mas que não era cumprida.

DEPOIMENTOS DE LEITORES SOBRE ESTA CONTROVERTIDA LEI

Há muitas soluções para as pessoas que querem sair e beber: alugar uma Van, voltar de táxi, ônibus, carona... Agora, querer dirigir depois de ingerir “umas cervejinhas” é uma irresponsabilidade total.
João Pedro

“Eu acho essa lei absurda. Na minha opinião é uma nova prática de repressão no Brasil.
Existem tantos outros problemas mais graves. Um sujeito bebe umas cervejinhas e não pode dirigir. E quem é viciado em drogas, pode dirigir livremente.?
Dizem que caiu o índice de acidentes, porém os bares estão muito mais vazios, ninguém está se reeducando, está sendo tolhido o seu direito de sair e confraternizar com seus amigos. Quem vai querer sair de casa?”
Leandro Maddruga.“Essa é mais uma lei que não vai resolver nada. Os acidentes vão continuar. Vou seguir tomando minha cerveja com “moderação”, e quando passar da conta, vou recorrer à carona de um amigo.
André Malzoni, de 23 anos


“O ideal seria voltar para a casa de ônibus, mas a qualidade do transporte público na ilha não incentiva atitudes como esta. Você imagina uma campanha: ‘Se beber, vá de ônibus’!
Claudinei Mosqueira.
“A verdade é que o alcance da lei me parece um exagero. Claro que a gente tem que se conscientizar sobre os perigos de beber e dirigir, isso não está em discussão para mim. O problema é que os governos estão achando que vigiar e disciplinar as pessoas é melhor que compreender e respeitar o outro conscientemente.
Eu não hesitaria em apoiar uma lei de tolerância zero nas rodovias. Afinal, quando a gente viaja de uma cidade a outra, numa estrada perigosa e em alta velocidade, simplesmente não pode beber nem uma gota de álcool. Mas em uma cidade, indo na casa de uns amigos com que alguém se juntou, num jantar, para a sua, outra deveria haver tolerância.”
Pedro Pires

“A princípio, considerei a lei um tanto radical demais... Mas pensando bem, infelizmente só é respeitada a lei que atinge diretamente o bolso e dá puniçã.; Em outras palavras, o brasileiro, em geral, só respeita quando a lei é realmente severa! O problema será o agravamento da questão dos presídios lotados, pois se já estão em estado de calamidade (principalmente no RS), ficarão mais ainda agora, com a prisão de centenas de motoristas flagrados alcoolizados...
Cristian Ericksson Colovini

Todo dia, em Santa Catarina, na segunda-feira, são sempre as mesmas estatísticas: 8 a 11 mortos e dezenas de feridos. O que a gente se pergunta é porque demorou tanto para essa lei entrar em vigor?
Luis Centenaro

Até que enfim as autoridades fizeram alguma coisa decente para salvar vidas.Basta passar um fim de semana na emergência de algum hospital e verificar o quanto é eficiente esta lei. Economia de VIDAS e de recursos da rede hospitalar que já é caótica. Nilseia Torquato

A imagem como método para valorizar a cultura e a memória local


Fábio Peres descobriu uma criativa maneira de fazer seu trabalho de pesquisa em educação.
Seu projeto é sobre educação alternativa na Costa da Lagoa


Estou fazendo o mestrado na UFSC, na linha de pesquisa de educação e comunicação. Fui para Costa da Lagoa fazer uma oficina de vídeo com as crianças no Engenho de Farinha da Vila Verde a convite da estudante de história da UDESC, Gabriella Pieroni, que realizava o projeto “ Rodando Engenho: Vivenciando a Cultura da Costa da Lagoa”. Começamos aos sábados à tarde, de maneira bem espontânea, eu colocava a câmera não mão das crianças , elas filmavam brincadeiras, entrevistavam pessoas da comunidade, e assim, montamos um primeiro vídeo que se chamou “Filmando engenho”. Durante a farinhada de 2006, as crianças continuaram  filmando e fizemos o segundo vídeo, chamado “ Rodando Engenho”, que será projetado na farinhada deste ano na comunidade, explica Fábio.

Para que servem as imagens?
A imagem serve para que as pessoas se vejam, discutam, valorizem sua tradição e cultura.  O distanciamento que gera a imagem projetada  ajuda as pessoas a se enxergarem, a se ver de fora. E, ao perceberem as imagens que as crianças captaram,  surge uma discussão no grupo em relação as mesmas. Nesse momento de discussão, se geram sentidos, respeito pelo que são, identidade cultural. Aí a educação pode ajudar nesse aspecto, da formação da identidade. A utilização da imagem serve para  valorizar a cultura local e a memória da comunidade .

Como a educação formal trata o tema da cultura local?
Grande parte das escolas trata a cultura local  de uma forma folclórica, não a valorizando dentro do contexto das transformações históricas atuais. O currículo escolar por exemplo, não dá conta de contextualizar a influência da mídia, pois está preocupado em transmitir conteúdos de forma caduca, podemos dizer. Mas, é claro que existem escolas que estão abertas a novas práticas de ensino, que buscam trabalhar com o conhecimento de forma que estimule a reflexão e a consciência crítica dos mais jovens.

A educação formal  poderia incorporar a imagem como método?
Com certeza, as escolas podem incorporar esta metodologia com facilidade. Hoje, os preços dos equipamentos caíram muito, até com um celular se pode filmar. Os professores deveriam estar preparados para lidar com tecnologia e transmitir isso aos alunos, isto ajudaria a  fazer uma leitura critica dos meios de comunicação, a  interpretar essas mensagens que vêm pela televisão , a saber colocar em contexto essas imagens  e ver isso a partir do lugar deles no mundo, de conhecer sua identidade. Saber lidar com imagem serve para se proteger de mensagens de fora que nem sempre são boas para estas comunidades.

No dia 26 deste mês foi projetado o documentário que vocês fizeram, “Rodando Engenho”. Como foi recebido pela comunidade? Você seguirá seu trabalho na comunidade?

Este vídeo já havia sido exibido na Farinhada de 2007, este ano produzimos uma versão mais curta. Foram exibidos também no cine engenho, vídeos de outras comunidades de Florianópolis que vivem em contextos culturais semelhantes, um deles chamado “Meninos do Engenho”, realizado por crianças de Santo Antônio de Lisboa, também foi exibido um documentário sobre a pesca da tainha no Campeche. Neste semestre as atividades da oficina de vídeo serão retomadas, as crianças interessadas podem procurar a Antônia no Projeto Rodando o Engenho da Vila Verde, no ponto 8 da Costa da Lagoa.

FIZ O PRIMEIRO GRAU TRÊS VEZES!


A educação formal se ocupa somente com um de
nossos aspectos, o racional. Desenvolvemos habilidades
mentais, mas mal sabemos o que sentimos.
Fomos treinados para nos especializar e assim perdemos
a consciência de nossa totalidade como ser humano.
Somos educados tecnicamente, mas pouco humanamente.


os (Rudi Moreno com 27 e Giuliano com 14), me fez revisitar duas vezes, quando os ajudava nos estudos, os assuntos que estudei no que era o Primário e o Ginásio, no meu tempo.
Várias vezes escutei deles a queixa de que eram obrigados a estudar e decorar coisas em que não viam nenhum propósito ou utilidade e/ou que não estavam em seu campo de interesse. E também que, se necessitassem daquela informação no futuro, poderiam simplesmente consultar uma fonte, sem precisar armazenar tanta coisa na memória.
Algumas vezes, com eles, ensaiei entrar no discurso óbvio (que também escutei) da importância da educação, de que no futuro aquilo seria importante, etc. Mas tentando ter uma escuta mais desarmada sobre o que diziam e uma postura mais verdadeira com o que eu sentia, na maioria das vezes concordei com seus argumentos. Realmente, uma enorme parte das coisas que tive que aprender e decorar, que me consumiram alguns milhões de neurônios e me causaram angústias em tantas situações, nunca mais as encontrei na vida e não tiveram nenhuma utilidade ou razão em minha existência.
Exemplos, aos milhares: saber os afluentes da margem esquerda do rio Amazonas, algo que consumiu dias de estudos e tensão de milhões de crianças (cite três afluentes, agora). Ou o nome da serra localizada no interior de Pernambuco (surreal – a exigência, não a serra). Quanto às inumeráveis regras da língua portuguesa, que me alucinavam na análise sintática, tive que aquiescer perante eles: nunca mais as havia encontrado e nunca me serviram para nada (se fizer três perguntas agora  - olhando o livro, claro - duvido que alguém, exceto professores de português, saiba responder).
   Na última vez em que fui ajudar o Giuli, ele reclamou que o professor de Química exigira que soubesse decorada a Tabela Periódica dos Elementos. Prontifiquei-me a ajudá-lo, contando usar os inumeráveis truques de decoreba que gerações utilizaram (musiquinhas, sinopses, etc). Mas quando abri a dita Tabela, desisti imediatamente. É demais ter que saber aquilo “de cabeça” e ainda arranjar uma justificativa para a importância do fato para um garoto de 14 anos.
Mesmo em estágios mais avançados, esta situação se repetiu em minha vida. Adulto, já formado em Psicologia, com minha área de atuação definida, tive que enfrentar três semestres de quase terror no mestrado, com a matéria “Estatística Superior”. Matemática super complexa, cálculos sem fim... Indispensáveis para um psicólogo ou para as finanças de uma professora bem relacionada? (A interpretação era óbvia e dispensava profundidades inconscientes).
Ou seja, nas inúmeras oportunidades em que voltei a estudar, no primeiro e em outros graus, sempre me vieram estes pensamentos e estas constatações. E passei a aceitar que meus filhos e um número infinito de jovens têm razão nessas queixas.
Ousaria dizer que este modelo de educação provoca muito mais angústia do que prazer, que não incentiva ninguém a estudar, além de estimular a fraude (foi o que fiz para passar em estatística - quem nunca “colou”?), dentre inúmeras outras mazelas.
 EDUCAÇÃO “DE RESULTADOS”.
 Todos sabem que a educação no Brasil está em crise (só a educação?). Somos um país de alfabetizados “virtuais” (a maioria dos alunos não consegue entender o que lêem) e estamos sempre na rabeira nos rankings dos países mais instruídos.
Há uma culpabilização implícita dos jovens, “que não querem saber de nada”, e do governo que, este sim, realmente não quer saber de nada com relação à educação do povo. E a solução aventada passa sempre por mais exigências e mais tempo na escola.
A classe média coloca, com muito esforço, seus filhos em escolas caras, que prometem “resultados” no vestibular - que passou a ser o grande critério de qualidade educacional. O foco da educação passou a ser dirigido para esta única meta: passar no vestibular.
Os objetivos do ensino e seus modelos quase nunca são pensados e questionados.
Afinal, o que é educar ou ser educado?   É armazenar enciclopedicamente infinitas informações que não temos a mínima idéia como poderão nos servir? É treinar e desenvolver habilidades de memória de curto prazo (que nos faça obter resultados em provas) sobre assuntos que rapidamente esqueceremos?  É hiper desenvolver somente o aspecto racional do nosso ser (em detrimento de outras dimensões)? É obrigar jovens a terem interesse e se dedicarem a coisas que legitimamente não lhes interessam? É dar a mesma informação, no mesmo período de tempo, para pessoas com aptidões e ritmos completamente diferentes, e cobrar desempenhos iguais?
Além de tudo, exige-se que gostem e que julguem isto fundamental para suas vidas.
Nos meus atendimentos clínicos, uma das coisas que mais me chamou atenção foi o grande número de clientes que se queixavam de que foram obrigados a estudar e trabalhar em coisas que não gostavam, por exigência da família. Talentos desperdiçados (muitos conseguiram mudar de profissão, graças), pessoas frustradas profissional e pessoalmente. Infelicidades encomendadas. Em nome de quê?  Para satisfação de quem?
         ALTERNATIVAS
 Não crescemos como pessoa na medida em que nos parecemos com um modelo externo, crescemos quanto mais nos parecemos com nós mesmos. A educação formal parece que se ocupa somente com um de nossos aspectos, o racional, com o auxílio da hiper memória direcionada. Desenvolvemos habilidades mentais, mas mal sabemos o que sentimos. Fomos treinados para nos especializar e assim perdemos a consciência de nossa totalidade como ser humano. Coisas fundamentais não nos são ensinadas nem solicitam que entremos em contato com vários aspectos fundamentais de nosso ser. Somos educados tecnicamente, mas pouco humanamente.
 A educação formal atual não nos abrange. Somos seres multidimensionais: temos razão, emoção, intuição, sentimentos. Vivemos simultaneamente na relação com o nosso interior e o exterior. Somos seres também divinos e espirituais. E fazemos parte do reino animal. Somos complexos.
Creio que um projeto educacional mais amplo e inteligente deveria também cuidar de coisas fundamentais de nossa existência e também levar em conta a meta humana pessoal de ser feliz (eis um bom tema para discussão em sala de aula!).  Deveria nos facilitar o caminho para chegarmos cada vez mais perto de nossa essência e nos ensinar como expressá-la.
Soltando a imaginação: deveríamos ter matérias como alimentação e saúde (é trágico nosso desempenho atual neste item); uma cadeira bem extensa de educação emocional (por exemplo, como fazer quando temos raiva de alguém?); poderíamos ter práticas mais solidárias e menos competitivas (já encheu essa de olimpíadas escolares); e receber informações e incentivos para utilizarmos nossa intuição e criatividade, normalmente soterradas pelas argumentações racionais.
 Poderíamos ter matérias “filosóficas” que nos colocassem questões para pensar, pesquisar e conversar, tais como “o sentido da minha vida”, “a relação do homem com a natureza” e outras sobre assuntos como ética e valores. Outras ainda que nos habilitassem a nos perceber melhor – nossa energia, nossos pensamento,s etc -, e que nos oferecessem recursos para agir sobre essas percepções: como nos acalmarmos, como usar recursos expressivos e artísticos para ultrapassar situações difíceis, como lidar com momentos de crise, etc. Deveríamos ter a oportunidade de aprender e desenvolver a nossa dimensão espiritual, assim como ter informações e reflexões mais profundas sobre a sexualidade.
E por aí seguiria um currículo diferente e interessante, que não prescindiria da matemática, da história, da geografia, etc, mas que ofereceria a oportunidade de alcançarmos uma consciência mais profunda de nós mesmos e de nossa relação com o mundo. O caminho da realização pessoal ficaria mais fácil.
È claro que uma educação assim possibilitaria uma mudança social mais ampla e profunda. Mas afinal, o que estamos querendo para nossos filhos? Que vivam neste mundo e país que cada vez se deteriora mais ou que sejam mais felizes e capazes de ter esperança e força para modificá-los.
 Bom, para muitos, talvez venha o pensamento: “falar é fácil, mas utopias não existem...”. Menos. Tudo o que hoje temos de bom um dia foi sonho e projeto (faltou essa aula também).
  “Sonhos, acredite neles” – sugiro esta lição no lugar dos afluentes do Amazonas.

RALPH VIANA é psicólogo e jornalista. Carioca, mora no leste da ilha há seis anos.

ESCOLA CADUCOU!

O conhecimento nunca deixará de ser a essência do homem,
mas já fugiu a muito tempo do domínio da escola.


da espelham os anos 70, quando o giz, o caderno e o lápis eram as ferramentas essenciais da aprendizagem, contrapondo-se aos ambientes familiares de alunos, onde a tecnologia da informação enseja o acesso a fontes de conhecimento dos quatro continentes. O paradoxo delata velhas e surradas teorias pedagógicas, que impõem comportamentos imperiais de professores, diante de bocejos e sonolência de aprendizes. Soma-se a isso o pobre homem público, para quem ainda hoje à escola, para ser moderna, basta ter um prédio novo.
A criança do terceiro milênio já, aos dois anos, dedilha no teclado do computador e se inquieta diante do inimaginável mundo virtual. Aos cinco anos, diverte-se com jogos e mais dois anos são suficientes para agitar-se no ludo de palavras e de segredos do messenger, do orkut e de outros programas. E justamente no sétimo ano de idade, em pleno vigor da impaciência, precisa sentar-se diante do professor, por três horas diárias, a ouvir teorias. E, assim, a escola submete-o a um calvário, imposto pelo ritual de uma sociedade ainda perplexa com mudanças bruscas desencadeadas pela instantaneidade da informação.
A escola perplexa assusta-se cada vez mais com a evasão de alunos. A universidade, mesmo pública, culpa as novas gerações de omissas em leitura e pesquisa. O mais hilariante é que, enquanto os jovens desassossegam-se em busca de novidades, a escola insiste no ritual velho para tentar ensinar o novo. No mundo moderno, não há mais formação por segmento. A aprendizagem é contínua e a escola precisa ingressar nessa velocidade e deixar de ser segmento.
A escola precisa ensinar o jovem a aprender. O conhecimento nunca deixará de ser a essência do homem, mas já fugiu a muito tempo do domínio da escola. E esta ainda nem desconfiou.

Laudelino José Sarda, Jornalista e Professor

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 1

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 1

Começou o processo eleitoral. Debates mornos na TV, as promessas maravilhosas de sempre, todo mundo resolvendo tudo. Então queremos lembrar e perguntar aos candidatos algumas coisitas, que afetam diretamente aos moradores, aqueles que andam de ônibus, que não têm cargos comissionados e carros com motoristas etc.
Hoje, em Floripa, os índices de motorização são os mais altos de América Latina. Temos 230.000 veículos para 428.000 habitantes, sem contar os carros de fora. A cidade ganha carros e engarrafamentos diariamente. Logo, deduzimos que o transporte público é fundamental, pois esse modelo de mobilidade na capital é suicida. Nós temos um acesso restrito, a capacidade das pontes é extremamente reduzida, e estamos apostando no veículo individual, (com a possibilidade de comprar carros em parcelas de R$ 200,00 veremos logo o caos chegar a 100 por hora, ou seja, tudo parando e poluído).
Alguém vai ter a coragem e criatividade para enfrentar este problema? O poder público vai pelo menos ouvir a população?
Todos os que governaram até agora não encararam (inclusive dona Ângela Amin e o senhor Dário Berger) e os transportes pioraram, esta a verdade.
E tudo o que for feito a partir de agora terá de estar de acordo com Plano Diretor, vamos ficar combinados. Alguém vai responder e se comprometer?
PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 2

Noticiou-se amplamente ano passado que seria feita uma nova ponte na Av das Rendeiras, na chegada ao Centrinho. Esta nova ponte é indispensável, não só para a melhoria do trânsito quanto para a sobrevivência da parte menor da Lagoa, que quase não consegue trocar água com a parte maior devido àquele estrangulamento (o canal é mínimo, muito estreito).
Então a pergunta: é uma obra simples e fundamental, por que não fizeram? E por que, então, anunciaram? E as Rendeiras, cartão postal da cidade, não deveria ser melhor cuidada, calçada com esmero (por favor, nada de asfalto!). E os simplíssimos sinais de trânsito na entrada da Mole com a Joaquina e na entrada da Osni Ortiga? E a ligação fluvial entre o Centrinho e a Barra, que diminuiria enormemente os engarrafamentos da Mole? Será que algum candidato pode chegar a este nível e falar sobre pequenas coisas que fazem toda a diferença para a população do leste da ilha?

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Na edição passada do LESTE DA ILHA, na enquête feita, todos os cidadãos declararam que não votariam em candidatos envolvidos em corrupção. A Operação Moeda Verde desvendou um baita esquema de corrupção na prefeitura e colocou a cidade no noticiário nacional, não por suas belezas, mas pela destruição delas, tramada e vendida nos bastidores do poder. A justiça brasileira (quá,quá,quá) já inocentou todo mundo, por causa daqueles velhos detalhes técnicos: carimbos colocados no lugar errado e fora de prazos. Juju voltou a ser vereador e pouco se falou do escândalo nos primeiros debates.
Pergunto a você, leitor: vais votar num candidato envolvido em corrupção? Você se informou sobre seu candidato? Ou vai naquele de sempre, que te prometeu um favorzinho?

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 4

O Brasil tem uma das maiores cargas de impostos do mundo. De 1 de janeiro até meados de maio o brasileiro trabalha para o governo. E poucos sabem disso, pois os impostos são embutidos (por exemplo, quando você compra um quilo de açúcar, 40% vai para o governo). Esta é uma cultura nacional: o governo, em todas as suas instâncias da federal à municipal, sempre quer tirar mais da população. Em alguns países, como nos Estados Unidos, a questão do tamanho dos impostos e sua utilização é um dos pontos centrais das campanhas eleitorais. Os cidadãos perguntam e cobram dos candidatos uma posição sobre como utilizarão o dinheiro que eles, os cidadãos, pagam para serem administrados. É um direito óbvio, que aqui ninguém exerce.
Algumas cidades brasileiras estão se modernizando por terem uma postura mais criativa e inteligente com relação à este tema fundamental. Hortolândia, em São Paulo, se planejou para ser um pólo de informática. Ofereceu uma substancial redução de impostos municipais à empresas deste setor que quisessem montar ali suas linhas de montagem. Várias foram. A arrecadação da cidade cresceu cerca de 140% em três anos. Sobram empregos em Hortolândia. Trabalhadores especializados e de excelente nível foram morar na cidade, que atinge níveis de qualidade de vida de primeiro mundo. Tá todo mundo satisfeito e pagando o justo. (Maringá, no Paraná, também usou esta prática e está em grande desenvolvimento sustentável).
Este é um exemplo de governar com inteligência e criatividade. A pergunta que não quer calar? Algum dos candidatos tem um projeto criativo e inteligente, que valorize a vocação da cidade e traga desenvolvimento sustentável, sem degradação, ou tudo que têm a oferecer é asfaltamento de ruas e promessa de melhoras no trânsito?


A ENTREVISTA DE QUE POUCOS QUEREM FALAR...

O maior escândalo do ano está em compasso de espera. Com exceção do Cláudio Prisco no AN, de Roberto Azevedo, do DC , César Valente, do Diarinho, de Vitor Santos, do Blog “a política como ela é”, quase ninguém foi à fundo no caso Metrópole, a revista que montou um esquema de venda de matérias e propaganda para o governador Luiz Henrique nas últimas eleições (e que por isso tem seu mandato por um fio no STF).
A entrevista com Márgara Hadlich, ex- funcionária da revista Metrópole, publicada na Folha de Blumenau, é uma bomba que pouco barulho fez na imprensa da capital .... Na rumorosa entrevista, Márgara revelou a relação do poder executivo no suposto esquema do uso indevido dos meios de comunicação para fraudar a eleição de 2006. Se você quiser conhecer mais sobre este tema, e ler sobre o Livro “A Descentralização no Banco dos Réus”, do Nei Silva, que no livro joga toda a M no ventilador, não tem outro meio a não ser a internet.
Para ver a entrevista completa acesse http://www.folhadeblumenau.com.br/novosite/noticia.php?noticia=3970
Matérias relacionadas ao tema: http://www.vieirao.com.br/.

SEXO: menos constrangimento, mais responsabilidade



Até meados de 2009, duzentas máquinas dispensadoras de preservativos deverão estar disponíveis nas escolas da rede pública nacional.

O projeto, desenvolvido no CEFET-SC (Florianópolis) ganhou o Prêmio de Inovação Tecnológica Nacional em Prevenção, no final de 2007. Tive o prazer de fazer parte e doar-me a este grande projeto, por este motivo, deixarei minhas opiniões e questionamentos sobre o assunto.
A expectativa é de que todas as escolas públicas tenham pelo menos uma máquina. O funcionamento da máquina de preservativo é semelhante ao de um caixa eletrônico. O aluno terá uma senha pessoal para retirar sua cota semanal de preservativos. A distribuição será gratuita.
Diante do projeto, minha opinião é que a máquina vai atender as reivindicações dos jovens que apontaram essa forma de distribuição como menos constrangedora, já que não é necessário dar explicações cada vez que for retirar a camisinha. Acredito que a iniciativa também contribui para a desmistificação do preservativo como um produto essencial na vida das pessoas. Sexo deve ser considerado como algo normal e parte integral do bem-estar da vida das pessoas, sejam elas jovens, adultas ou idosas.
Para aqueles pais que falam que o projeto irá incentivar o sexo dentro da escola ou entre os jovens, sempre digo em tom irônico : “Tire seus filhos de frente da TV, desligue o rádio, corte o cabo do DVD, não deixe ler revistas com propagandas. Somente assim, seu filho não irá ser influenciado pela mídia, a grande responsável pelo bombardeio sexual atualmente.”
Não importam os discursos, os jovens e adolescentes irão continuar fazendo sexo. Então que o façam de forma segura. Facilitar o acesso aos meios de prevenção é ainda a melhor forma de evitar a disseminação de DSTs, as gestações indesejadas e os abortos que as sucedem.

Educar é preciso, concordo plenamente, é fundamental, inclusive. não iremos apenas “jogar as máquinas nas escolas, existe todo um Projeto Pedagógico envolvendo o tema, mas seria irracional acreditar que os discursos bastarão, que os jovens irão todos manter-se virgens até o casamento, na base do discurso. A realidade já provou o contrário.
André Luís Pessetti
andre@alp.com.br
Designer da ALP Design e Estudante do Curso de Design de Produto do CEFET/SC

Safra da tainha de 2008 é a pior dos últimos 10 anos

Foram pescadas 780 toneladas do peixe, três vezes menos que em 2007


Os pescadores de Santa Catarina começam a contabilizar os prejuízos com a safra da tainha, a pior dos últimos 10 anos. Foram pescadas 780 toneladas do peixe, três vezes menos que no ano passado.

A temporada teve um saldo negativo, mas já esperado, de acordo com o presidente da Federação Catarinense de Pescadores, Ivo da Silva.

— “O principal problema foi a falta de um clima propício. Custou a esfriar e quando esfriou não deu vento sul, que é quem traz o peixe para a nossa região. Nós também tínhamos os indicativos da Lagoa dos Patos (RS), onde a safra do camarão foi fraca” — explica o presidente.

Para amenizar os prejuízos, os pescadores aguardam a safra da anchova, que vai de agosto a início de dezembro.

—“ A nossa esperança é a anchova. Já estão aparecendo vários cardumes de anchova, algumas embarcações já capturaram peixes dessa espécie. Esperamos uma boa safra para cobrir o prejuízo com a tainha — complementa Ivo.

Em 2007, os pescadores do Estado capturaram 2,5 mil toneladas de tainha.
Fonte An

CONCILIAR É MELHOR

O Poder Judiciário, através do Conselho Nacional de Justiça, lançou, em 2006, em todo o país, o Movimento pela conciliação, chamado de CONCILIAR é LEGAL.

Na prática, este movimento nacional busca conscientizar a população do país de que existem outras alternativas de resolver seus conflitos, através do diálogo e do entendimento, de forma mais pacífica entre as partes e, mais importante, para todos tentarem um acordo antes de buscar o caminho do judiciário. Indiscutivelmente, este é o melhor caminho para vivermos numa sociedade mais pacifica. A conciliação busca acordar entre as partes, sempre a melhor forma para que a justiça prevaleça. É possível vivermos numa sociedade capaz de resolver seus problemas de forma mais rápida, menos traumática e infinitamente mais econômica para todas as partes, inclusive para o Judiciário que, na verdade, todos nós sustentamos através da arrecadação de impostos.
Da cartilha divulgada pelo movimento para a Conciliação, transcrevemos os seguintes tópicos

O que é a conciliação ?
A conciliação é um meio de resolução de conflitos em que as partes confiam a uma terceira pessoa (neutra), o conciliador, a função de aproximá-las e orientá-las na construção de um acordo.

Quais os objetivos da conciliação ?
Criar uma nova mentalidade , voltada à pacificação social.
Diminuir substancialmente o tempo de duração do litígio.
Viabilizar a solução dos conflitos por meio de procedimentos informais e simplificados
Reduzir, por conseqüência, o número de processos no Poder Judiciário.

Quais conflitos podem ser objeto de conciliação ?
As ações de competência dos juizados especiais, nas leis 9.099/95 e 10.259/01.
Outras demandas que admitam o acordo entre as partes, tanto no curso do processo (judicialmente) quanto antes da sua instauração.

Quais as modalidades de conciliação existentes?
Conforme o momento que for realizado o acordo, a conciliação pode ser:
Processual - quando a demanda já está instaurada. Neste caso, o procedimento é iniciado pelo magistrado ou por requerimento do interessado, com a designação de audiência e a intimação das partes para o comparecimento.

Pré-processual ou informal - acontece antes do processo ser instaurado. Nela, o próprio interessado busca a solução do conflito com o auxílio de conciliadores e/ou juízes.

Quais são as espécies de atendimento?
Atendimento centralizado:
As audiências ocorrem, via de regra, mediante convênios com entidades públicas e/ou privadas em locais onde, convencionalmente, não se realizam atividades próprias do judiciário.

Na comarca da Barra da Lagoa, nossa comunidade poderá ser atendida no Centro comunitário, na sede do clube Barrense, escola municipal, entre outros.

O movimento pela conciliação tem o apoio das seguintes entidades:
AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros
AJUFE - Associação dos Juízes Federais do Brasil
ANAMATRA - Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas
Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina.

Dúvidas ou informações: Nelson Quevedo. Juiz de Paz - 9960-9379.

Defesa ao consumidor - saiba como se defender.

Consulte a ACDC sobre qualquer questão que envolva relação de consumo
A Associação Catarinense de Defesa do Consumidor - ACDC tem como objetivo principal a proteção e conscientização do consumidor, através da divulgação de informações sobre a qualidade de bens e serviços e do exercício representativo frente a entidades públicas e comerciais na defesa dos direitos de seus associados.
A ACDC ampara os consumidores dos abusos cometidos pelos prestadores de serviço e também de práticas comerciais desleais como, por exemplo:
• inscrição indevida no SPC;
• faturas de cobranças emitidas indevidamente;
• atraso em vôos aéreos;
• cobrança de juros abusivos em quitações de financiamento de automóveis;
• expurgo dos planos econômicos que não foram concedidos para quem possuía conta poupança em instituições financeiras em 1989, 1990 e 1991;
• demora excessiva na prestação de serviço;
• falha ou defeito em produtos e serviços.
A Associação Catarinense de Defesa do Consumidor - ACDC não busca apenas punir aqueles que praticam atos que violam os direitos do consumidor, facilitando a este o acesso à justiça , mas e principalmente, esclarecer aos seus associados quais são os seus direitos e deveres, assim como conscientizar fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços sobre suas obrigações legais e éticas.
Busca-se uma sociedade organizada, em que consumidores e comerciantes cumpram seu papel.
Associe-se a ACDC, lute por seus direitos!
Informações pelo fone 48 3212-7772

sábado, 12 de julho de 2008

Proprietários de imóveis. Devem assinar autorização de venda?


Infelizmente, o que ocorre na prática é que alguns Corretores de Imóveis não têm o hábito de solicitar ao proprietário vendedor que assine a Autorização (talvez por esquecimento, devido à correria do dia-a-dia ou outras causas)

O Corretor de Imóveis deve (ou deveria) solicitar ao proprietário vendedor que assine uma Autorização de Venda de seu imóvel, pois desta forma, este profissional tem a certeza de que está trabalhando de acordo com a Lei que rege sua profissão, dando também uma garantia ao proprietário vendedor.
A Autorização de Venda não compromete o proprietário vendedor, pois ela é bem diferente em sua essência da “Exclusividade”. Na Autorização, o vendedor fica totalmente livre para contratar outros corretores autônomos e/ou imobiliárias, podendo assinar quantas Autorizações quiser. Seu único compromisso é o de pagar os honorários para o corretor que vender o seu imóvel. Já na Exclusividade, o vendedor se compromete por “X” tempo a não disponibilizar o imóvel para outros corretores senão àquele com quem assinou a Exclusividade, sob pena (regulamentado por Lei) de se o fizer e caso o imóvel seja vendido por ele diretamente ou por outro corretor, ter que pagar os honorários devidos ao corretor com quem assinou o Contrato de Exclusividade.
No leste da Ilha, há muitos corretores de imóveis credenciados que podem vender sua propriedade com seriedade e responsabilidade.
Já encontrei alguns clientes que se sentiram meio que “ofendidos” por ter que assinar a Autorização, esclareci que não se tratava em hipótese alguma de desconfiança no sentido de que ele não me pagaria os honorários caso eu vendesse seu imóvel, mas que estava sim, querendo dar ele uma garantia da prestação dos meus serviços, pois deixaria com ele uma cópia da Autorização com os meus dados profissionais e também estaria me resguardando no sentindo de estar exercendo a minha profissão de acordo com o que determina a Lei que regulamenta a profissão. Com estes esclarecimentos o cliente sentiu-se muito à vontade para assinar a Autorização de Venda de seu imóvel para mim. Na próxima edição deste jornal, seguirei escrevendo sobre temas imobiliários.
Saudações a todos!
Sergio Olivares
Corretor de Imóveis.
Creci 15.047
Contato 3233- 7239/9942-7592
Rua Altamiro Barcelos Dutra 697 A
Barra da Lagoa

Delile e o Viciado em escandalos politicos......

JUSTIÇA TAPUIA

È de amargar a justiça tapuia. O Vereador Juarez Silveira foi flagrado nas escutas telefônicas da Polícia Federal, na Operação Moeda Verde, armando mil maracutaias, pedindo propinas a granel para liberação de licenças ambientais e “otras cositas mas”. Fingiu-se de doente para não ir para uma cela quando foi preso com a caminhonete cheia de contrabando, em outro episódio. Desrespeitou os eleitores, a justiça, a ética e até o bom senso. Fez tantas que foi processado e cassado pela Câmara (algo dificílimo de acontecer com o corporativismo vigente). Aí veio a “justiça” e diz que os procedimentos burocráticos e litúrgicos não foram seguidos à risca e fez voltar tudo à estaca zero. Juarez reassumiu seu mandato na Câmara, declarando ser “um grande líder e não ter decepções”.
Esta mesma “justiça” decidiu que candidatos que estejam sendo processados e mesmo já julgados e condenados podem concorrer ao pleito deste ano, pois enquanto houver alguma instância que possam recorrer são considerados tecnicamente inocentes, mesmo que tenham dado dois tiros à queima roupa na cabeça de alguém, como o jornalista Pimenta Neves, que continua solto após 8 anos do crime em que foi réu confesso. (Não à toa a câmara dos deputados do Rio de Janeiro tem 31 deputados com ficha suja ajudando a emporcalhar ainda mais a sociedade).
Não há possibilidade alguma de mudança enquanto a impunidade for a regra, quando o exemplo dado pela “justiça” é que o crime, a corrupção, e qualquer outro desrespeito às leis, compensa.
A única coisa que a “justiça” brasileira não permite de forma alguma é que o carimbo esteja torto, que os processos tenham alguma vírgula burocrática não colocada. Aí não! Neste caso o peso da mão da “justiça” é vigoroso e implacável (especialmente se o julgado for branco, “de posses”, podendo pagar advogados especializados em atalhos e recursos, e ter bons padrinhos, of course).
Viva o Juju, o Pimenta e todos os espertos e bem relacionados brasileiros. À eles o reino dos deuses gregos, que tudo faziam e nada sofriam, pois tinham imunidade “parlamentar” total. Isso é o Bananil!

CONTRIBUIÇÃO ABALIZADA

Sobre um episódio citado acima, devo esclarecer como causídico que a Justiça achou por bem absolver o vereador Juarez Silveira porque o processo estava com um carimbo torto, o que contraria as normais legais, como consta nos decreto subliminar de nº 439.49, inciso IV, da portaria de mesmo número. Além do que, data vênia, foi interposto pelos circunstantes em data postergada fora dos limites legais de acessibilidade ao foro adequado para a litigância legal, o que contraria jus totum a jurisprudência estabelecida para circunstâncias desta natureza e também seu devido modus operandi.
Entenderium o porquerium?

ESCÂNDALOS

O jornalista Nelson Motta declarou que está viciado em escândalos políticos. Quando acorda e não tem um novo, sente um vazio, de tão acostumado que está com as infindáveis maracutaias brasileiras.
Contei para ele que neste mês aqui no estado tivemos um dos bons, com o lançamento subterrâneo do livro “A Descentralização no Banco dos Réus”, onde o autor, Nei Silva, ex diretor da Revista Metrópole, conta uma suposta enorme teia de corrupção montada nas últimas eleições para divulgar a candidatura do governador Luiz Henrique (que está com o mandato por um fio no STF devido a isso).
Alegando não ter recebido a sua parte, Nei passou a cobrar do governo, cada vez mais agressivamente. Já tendo recebido R$ 40 mil do ex secretário de estado Armando Hess, Nei foi novamente ao seu encontro, para receber nova parcela. Nesta ocasião foi preso, acusado de chantagem, e se encontra ainda no xilindró.
A oposição colocou um trombone para amplificar o chiado, a imprensa informou com alguma timidez e assim o caso se encontra, no banho maria do “segredo de justiça”. Para alguns, caminhando para uma pizza, para outros, para uma marmelada.
Um dado interessante foi a explicação do ex secretário Armando Hess para o fato de ter pago a primeira parcela de R$ 40 mil para o “jornalista”: “Fiz uma doação pessoal, de R$ 40 mil, por desencargo de consciência”.
Perguntei então ao meu “personal opinator”, Zequinha Mariano, o que ele achava disso, ele mandou: “Ou o Armando nada em dinheiro, ou tava com a consciência muito pesada ou o Armando... estava armando. Resta saber armando a mando de quem?”. Fiquei desarmando a resposta e até agora não entendi direito o que o Armando disse nem o que o Zequinha não quis dizer.

CRÉDITO DEVIDO

Quando o Nei Silva saiu distribuindo o livro dossiê sobre a Metrópole e suas relações com o governo do estado, fez-se um silêncio constrangido na imprensa catarinense. Quem furou o clima e soltou a bomba foi o competentíssimo jornalista César Valente, do “Diarinho”, que mandou ver no seu blog www.deolhonacapital.blogspot.com/, que já elogiei aqui algumas vezes. Ele merece o crédito e os méritos. Não à toa tem o nome que tem: Valente!
Aproveito e novamente recomendo aos meus milhares (senão milhões - hoje tou com ALTA auto estima!) de leitores que acessem regularmente o blog do César, vocês ficarão sempre bem informados dos bastidores da política da capital. Mas não esqueçam de tomar o Figadol.

MAIS IMPOSTO


Nem precisa falar que o absurdo e injusto imposto voltou e todo mundo vai ter que pagar novamente a CPMF pro governo Lulla. Saiba pelo menos como votaram os deputados catarinenses.
Contra o imposto: Angela Amin (PP) (votou a favor anteriormente), Fernando Coruja (PPS), Gervásio Silva (PSDB), Mauro Mariani (PMDB), Paulo Bornhausen (DEM) e Odacir Zonta (PP).
A favor do imposto: Carlito Merss, Cláudio Vignatti e Décio Lima, do PT; João Pizzolatti (PP); Nelson Goetten (PR); Celso Maldaner, João Mattos e Valdir Colatto, do PMDB.

SILÊNCIO E SOLIDÃO

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, não é? Olha pra foto, pro teclado, pra tela do computador, mas o que tá no foco é aquele sentimento estacionado na sombra do coração. Bom, quando não se há nada para fazer é porque está feito. Aproveito a maré que não tá pra peixe e sigo viagem, dando uma pequena volta ao (meu) mundo. Em julho, mando notícias de Porto Alegre, thau, e Rio de Janeiro, fevereiro e março. Tainhas para todos e um ótimo mês.

Entrevista com o Superintendente da CASAN para a Região Metropolitana de Florianópolis, Carlos Alberto Coutinho:



O senhor poderia explicar o motivo da falta de rede de esgoto em alguns lugares da Barra da Lagoa, como por exemplo, o morro Torquato, a Prainha, alguns lugares da cidade da Barra e Fortaleza?
Na Prainha e no Morro do Torquato não há rede de esgoto porque são áreas de preservação permanente. A população de Fortaleza conta com 90% de atendimento pela rede de coleta de esgoto da CASAN. A Cidade da Barra possui 10% de atendimento, e a CASAN busca alocar novos recursos para ampliar o Sistema e completar o que falta.
Existe alguma previsão para colocar rede de esgoto na comunidade de Rio Vermelho?
A CASAN está elaborando um estudo de concepção para projeto de esgoto com o fito de atender a comunidade do Rio Vermelho, mas não há prazo para início de obras efetivo, até porque também depende de viabilizar recursos.
Na Costa da Lagoa a rede está concluída há muitos anos. Porque não foi conectada à Estação ainda?A rede da Costa da Lagoa foi concluída em 2002, e ainda não foi conectada porque é necessário construir o emissário subaquático. A CASAN deverá contratar a obra em breve.
A bacia da Lagoa da Conceição cresceu muito nos últimos anos. Neste momento, qual é a porcentagem da comunidade que não está sendo atendida com o saneamento básico e quais são as medidas que a CASAN vai tomar para resolver esta situação?
O sistema sanitário existente atende a região do Centrinho da Lagoa, a Avenida das Rendeiras e o Retiro da Lagoa. Está em fase de conclusão a ampliação do Sistema que atenderá o Canto da Lagoa e que se estenderá, no sentido da Costa, até o morro da Igreja.
Em alguns lugares da Barra da Lagoa a rede ocasionou forte mau cheiro, como, por exemplo, na frente da Estação de Bombeiros da Barra. Os moradores da região e entidades comunitárias reclamaram várias vezes à CASAN e o problema continua. O senhor pode dizer se haverá alguma solução?A CASAN fez investimentos em melhorias na elevatória próxima à sede dos Bombeiros para resolver o problema do cheiro, que resultou, segundo entendemos, na sua eliminação. Contudo, diante da sua colocação, estaremos encaminhando uma equipe técnica para verificar se o problema voltou a ocorrer.

UM POUCO DE HISTORIA




A partir da próxima edição do LESTE DA ILHA, publicaremos o primeiro de seis capítulos contando a história do Conselho Comunitário da Barra da Lagoa, com fotos, depoimentos, entrevistas e tudo referente à rica trajetória deste Centro Comunitário desde 1985. “Nas ultimas edições deste jornal, se falou muito sobre o conselho comunitário da Barra, vamos demonstrar a todos o valor que teve o Conselho para a comunidade da Barra “ expressou Gilson Bittencourt, ex presidente do conselho
Da publicação participarão pessoas que estivaram envolvidas neste processo e moradores do bairro. Se você quer participar, aportando fotos, histórias ou curiosidades, entre em contato conosco pelo telefone 3233 7239.

FALTA DE SEGURANÇA ALARMA MORADORES



Que o leste da ilha já não o mesmo que anos atrás, isso não é novidade. Mas arrombamento de caixa de banco ainda não tinha acontecido. Leia e se espante.

O caixa do Banco do Brasil, no ponto final de ônibus da Barra foi arrombado por meliantes. A população ficou preocupada com mais este ato de violência e ousadia, até então desconhecidos no bairro. Para alguns, se a comunidade não se mobilizar para resolver o problema de segurança, a situação vai piorar cada vez mais, tornando-se comum em nossa comunidade.
Na edição 35 deste jornal, quando fizemos uma matéria sobre o crescimento da violência, o comissário Gilson alertou sobre o descaso das autoridades com a questão. Com dados irrefutáveis, Bittencourt registrou que em poucos anos o bairro dobrou de população enquanto a sub delegacia da policia civil, que operava com 12 homens nos anos 90, foi desativada! Além do mais, o Conseg (Conselho de Segurança) também foi desativado. Ele também criticou as entidades comunitárias pouco atuantes, que pouco reivindicam das autoridades ditas responsáveis.
A situação de descaso tem deixado os moradores intranqüilos, perguntando-se onde anda o bom senso das autoridades, que vêem as ocorrências se sucederem e não tomam qualquer providência.
Sobre o episódio, conversamos com pessoal do Banco do Brasil e eles comentaram que existe a possibilidade de desativar ao caixa, o que seria uma perda para os moradores. Assim, ficaremos sem o Besc, sem o BB, sem Posto Saci, sem a Polícia.
Vamos agir, gente! Este é um ano eleitoral e temos condições de exigir mais do que promessas, antes que seja muito tarde!

RADIOGRAFIA DA CIDADE



Relatório mostra bons e maus dados sobre o crescimento de Florianópolis

O Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICom) apresentou, na Assembléia, o relatório anual “Sinais Vitais”, com importantes dados sobre a cidade, baseado em 16 indicadores até 2007.
O Sinais Vitais foi produzido com metodologia canadense, e é uma iniciativa inédita no Brasil. Nele consta que o PIB per capita de SC cresceu, de 2000 a 2004, 5,28%, o da região Sul subiu 7,27%, mas o da Capital registrou uma redução de 6,57%, o que não é nada bom.
Se, por um lado, o Sinais Vitais mostra quadros animadores, como na atenção dedicada à criança (em 2007, o percentual de crianças atendidas em pré-escola chegou a 75% e o Índice de Desenvolvimento Infantil atingiu 0,801 - acima de 0,800 é considerado elevado pela ONU) e no expressivo aumento da participação comunitária (de 125 voluntários em 1998 para 6.347 em 2008), por outro, há dados, além do PIB, que são preocupantes.

Aumento da violência e da concentração de renda

O Relatório revela que Florianópolis "vai perdendo a imagem bucólica, tranqüila e segura" que tinha, devido ao crescimento da violência. Entre os anos de 2000 e 2005, houve 1.329 mortes por causas violentas em Florianópolis. Paralelamente, informa que houve aumento na concentração de renda, queda no PIB per capita e crescimento significativo no número de pessoas vivendo em condições precárias, as chamadas Áreas de Interesse Social. Elas eram 21.393 em 1987 e, em 2006, somaram 65 mil, ou seja, o triplo.
O relatório alerta que “Florianópolis tem como um dos seus maiores desafios equilibrar a qualidade de vida com o acelerado crescimento populacional”. Em sete anos, de 2000 a 2007, a cidade ganhou 55 mil novos habitantes, aumento de 15,9%, um dos maiores do Brasil.
As escolas do Ensino Básico de Florianópolis obtiveram nota média de 4,2, conforme avaliação do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Acima da média nacional, de 3,8, mas bem abaixo do índice considerado para países desenvolvidos, que é de 6.