Procuramos, entre pessoas com experiência e conhecimento, respostas
para questões que afligem os moradores do leste da ilha em seu dia a dia.
A nossa cidade cresce em ritmo acele-rado. E desordenado.
Muitas vezes os moradores – que vivem a cidade real no dia a dia – vislumbram soluções claras e óbvias, que as “autoridades” parecem se recusar a ver. Por exemplo, por que diariamente ter que descer de um ônibus e ficar 20 minutos esperando outro em um terminal, ao invés de seguir diretamente ao destino? Por que não implantar transporte marítimo numa ilha, ao invés de incentivar o uso dos carros? Por que retirar uma delegacia de polícia de um bairro que dobrou de população (e ocorrências) em menos de dez anos? Por que dois bairros vizinhos não podem ter entre si linhas de ônibus circulando com alguma freqüência? Por que alguns podem se apropriar de um terreno público e não sofrer nenhum tipo de interferência ou sansão em sua ação? Por quê? Por quê? Por quê?
O cidadão brasileiro, que paga uma das mais altas cargas de impostos do mundo, deseja simplesmente ter algumas soluções básicas para os problemas de seu dia a dia. E entender porque essas soluções não são implementadas pelo poder público, regiamente pago, diga-se de passagem.
Aproveitando o ano eleitoral, o LESTE DA ILHA, dentro de sua missão de servir à comunidade, resolveu entrevistar especialistas, pessoas de bom senso e com experiência, lideranças da região e funcionários do poder executivo municipal, sobre as questões citadas no primeiro parágrafo, que todo cidadão tem que enfrentar em seu dia a dia, na maioria das vezes de forma penosa e injusta.
Optamos por trabalhar dentro de uma Agenda Positiva: buscamos soluções, queremos apontar caminhos para uma vida e um convívio condizente com nossa condição, cobraremos melhorias. Nesta primeira parte da matéria abordamos alguns temas urgentes para os habitantes do leste da ilha – Transportes, Espaços Públicos, Segurança e Animais de Rua. Na próxima edição continuaremos com Educação, Saúde, Meio Ambiente etc.
Na seqüência, levaremos esta agenda de propostas e comentários para os candidatos à Câmara de Vereadores e à Prefeitura, para que, através de nosso jornal, se manifestem e se comprometam (ou não) com as reivindicações da população de nossa região.
Querida leitora, querido leitor, esperamos sua participação, seu comentário. Escreva para o jornal, envie suas opiniões, sugestões, críticas. O LESTE DA ILHA está a seu serviço, para uma vida melhor, mais digna, pacífica e com a abundância que todos merecemos.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O PODER PÚBLICO NÃO PODE ABANDONAR A BARRA DA LAGOA!
“A união da comunidade é o caminho para resolver os problemas de segurança”, afirmou Gilson Bittencourt, ex-presidente do Conselho Comunitário
da Barra da Lagoa e comissário da Polícia Civil.
Entrevistado pelo Leste da Ilha sobre a questão da segurança pública, Gilson Bittencourt foi enfático: “Lamentavelmente, estamos em decadência na questão de segurança. Por exemplo, no ano de 1988 a Barra tinha a metade da população que tem agora e havia uma sub-delegacia com 7 policiais, onde se registravam 100 ocorrências por ano. Agora, não temos delegacia e os moradores têm que ir até a Lagoa para fazer uma ocorrência. Acredito que metade das ocorrências não são feitas pelo fato de as pessoas terem que transladar-se até lá, o que mascara muito as pesquisas sobre a segurança no bairro”. Para ele, “a Polícia Civil deve voltar ao bairro, porque o poder público não pode abandonar nossa comunidade, agora com 9 mil moradores!”
QUAL É A SOLUÇÃO?
“A comunidade deve unir-se, não adianta que apenas uma pessoa reclame ao prefeito ou a outro organismo. A comunidade organizada - com seus representantes, em conjunto com pessoas respeitadas da comunidade - deve juntar-se, debater e encaminhar aos órgão responsáveis os seus reclamos. A união da comunidade é o caminho para resolver os problemas de segurança e de outros setores, como saúde, educação, etc”.
Mas Gilson analisa: “Infelizmente a união e ação conjunta não estão acontecendo nas comunidades do leste da Ilha. Na Barra, por exemplo, as reclamações das pessoas são isoladas, não há um conjunto de pessoas organizadas. Estamos num momento muito difícil, pois o Conseg (Conselho de Segurança) está desativado, não temos banco, o posto Saci deixou de funcionar, etc. Onde estão as entidades da Barra?” perguntou Gilson, preocupado.
O PROBLEMA DOS BARES NAS NOITES
Quando perguntado sobre as reclamações dos comerciantes pelo fechamento dos bares às duas da madrugada, Gilson assim se manifestou: “Essa medida foi tomada pela quantidade de ocorrências que recebíamos à essa hora. Estatisticamente, este era o horário em que se registrava a maior quantidade de brigas, acidentes e conflitos. A medida ajudou a baixar consideravelmente as ocorrências no verão. Além do mais, o comércio no leste da ilha deve organizar-se para atender melhor aos turistas, não apenas ficar aberto a noite toda e não oferecer nada. É preciso pessoal treinado e um bom atendimento da parte de muitos comerciantes”, finalizou Gilson.
SAIBA MAIS SOBRE A QUESTÃO
Assassinatos aumentam 95,8% em SC
A situação da segurança pública no estado é muito preocupante. O número de homicídios em Santa Catarina cresceu 95,8% no primeiro trimestre de 2008 em comparação com o mesmo período do ano passado. Na Grande Florianópolis, que liderava o ranking de homicídios em 2007, os casos cresceram 42% neste ano.
O delegado Maurício Eskudlark atribuiu o aumento no índice de homicídios à banalização das mortes. Ele disse que no Bairro Jardim Atlântico, na Capital, um adolescente de 17 anos matou um rapaz que tinha criticado a bermuda que usava.
A delegada de homicídios da Capital, Eliane Viegas, disse que em muitos casos os autores de homicídios são adolescentes. Ela afirmou que a idéia de que os garotos apenas cumprem ordens de traficantes maiores de idade não é mais verdade.
Recentes e repetidas ocorrências em nossa região, mostra que o problema cresce também no leste da ilha. A comunidade requisita das autoridades medidas de prevenção e repressão da violência, como declarou o comissário Gilson Bittencourt.
SEM RESPOSTA

Procurada insistentemente pelo LESTE DA ILHA, a Procuradora Analucia Hartmann não concedeu entrevista para informar à população sobre o andamento do projeto Porto da Barra.
Entramos em contato com a procuradora do Ministério Publico, Analúcia Hartmann, para conversar sobre o controvertido Projeto “Porto da Barra”, da Empresa Portobello, na Barra da Lagoa. Infelizmente, até o fechamento desta edição, não recebemos resposta da Procuradora.
A Dra Analúcia concedeu entrevista a este jornal no mês de setembro do ano passado, e na ocasião manifestou que “nunca estivemos tão perto de um acordo”. Dessa data até hoje, não tivemos novidades sobre o assunto.
Acreditando que o empreendimento poderia sair do papel, a empresa Portobello modificou várias vezes o projeto original, inclusive, o último, com uma equipe de trabalho indicada pela própria procuradora. Mas o tempo passa e não há movimentos no sentido de destravar o projeto.
Se a Procuradora não quer conceder entrevista a este jornal, seria bom que você , amigo leitor, entrasse em contato com o Ministério Público para pedir notícias sobre o assunto, que é de interesse de todos os moradores da região. Além do que, a Dra. Hartmann manifestou, na entrevista publicada neste jornal, que “queria ouvir a comunidade”. No decorrer desses meses, muitas pessoas falaram conosco para saber alguma novidade, mas infelizmente não pudemos informar nada. Afinal, como um órgão de imprensa da região, queremos informar à comunidade, mas não estamos conseguindo cumprir nosso ofício de informar a população.
Por outro lado, entramos em contato com representantes da empresa Portobello, que se manifestaram decepcionados com a situação, pois julgaram que após todo o esforço despendido para se adequar às exigências legais, mereciam ser informados sobre o anfdamento da questão no âmbito do Ministério Público. A empresa já cogita em desistir de fazer o projeto.
Exerça seu direito de informa-se. Envie um e-mail para a procuradora, simplesmente perguntando o que vai acontecer com o projeto “Porto da Barra”, ou pedindo que ela responda às perguntas que o LESTE DA ILHA enviou por e-mail. Quem sabe assim, todos juntos, possamos saber o que está acontecendo.
Lembremos que o e-mail do Ministério Público aparece mo site oficial do Ministério; analucia@prsc.mpf.gov.br
Veja as perguntas no blog do jornal : http://lestedailha.blogspot.com/
Sergio Olivares
Entrevista: Procuradora da Republica Analúcia Hartmann
Quando a sra era estudante universitária já tinha como meta em trabalhar na área ambiental?
Como foi seu trajeto até se tornar uma Procuradora da República?
Alguns representantes do setor privado identificam a senhora como inimiga do crescimento de Florianópolis. O que a sra pode dizer ao respeito?
Quem são os maiores vilões do meio ambiente na cidade?
O Ministério Público já solicitou por quatro vezes modificações no projeto “Porto da Barra”, da empresa Portobello, na Barra da Lagoa. O que está faltando para que o Ministério Público autorize o início do projeto?
Em entrevista a este Jornal no mês de Agosto do ano 07, a senhora manifestou, com relação ao projeto citado na pergunta anterior, que “Nunca estiveram tão perto de um acordo”, com relação às negociações da empresa com o Ministério Público. Aconteceu alguma coisa que a população precise saber desta data até agora?
Os órgãos responsáveis da PMF autorizaram a construção do projeto “Porto da Barra”, logo, fica claro que há diferencias de julgamento entre a PMF e o Ministério Público? Quais são?
Representantes da Empresa Portobello manifestaram sua preocuparão pelo demora da autorização para iniciarem as obras do projeto “Porto da Barra”. A senhora acha que desistir do projeto beneficiaria a ilha de Santa Catarina?
Com o escândalo da “Moeda Verde” a sociedade viu que muitos empreendimentos privados foram autorizados de maneira irregular. Qual foi o papel e a função do Ministério Público neste contexto?
No leste da Ilha vemos sucessivamente o desrespeito aos espaços públicos, como por exemplo: construções em áreas de preservação, em áreas de marina, em calçadas, invasões na beira do canal da Barra, onde já é impossível transitar, etc. Qual é a posição do MP nestas questões?
A falta de fiscalização é um problema que todos vemos em Florianópolis, inclusive o prefeito municipal, Dário Berger, manifestou revolta perante a incompetência por parte dos fiscais do Susp. Como os moradores ou entidades representativas da comunidade podem atuar para defender os espaços públicos diante deste panorama de invasões e desrespeito e permissividade?
Caso queira, por favor, expresse sua opinião sobre qualquer assunto pertinente ou mande uma mensagem aos moradores do leste da ilha.
Muito agradecido pela atenção, caríssima Procuradora.
Aceite nosso fraterno abraço
Como foi seu trajeto até se tornar uma Procuradora da República?
Alguns representantes do setor privado identificam a senhora como inimiga do crescimento de Florianópolis. O que a sra pode dizer ao respeito?
Quem são os maiores vilões do meio ambiente na cidade?
O Ministério Público já solicitou por quatro vezes modificações no projeto “Porto da Barra”, da empresa Portobello, na Barra da Lagoa. O que está faltando para que o Ministério Público autorize o início do projeto?
Em entrevista a este Jornal no mês de Agosto do ano 07, a senhora manifestou, com relação ao projeto citado na pergunta anterior, que “Nunca estiveram tão perto de um acordo”, com relação às negociações da empresa com o Ministério Público. Aconteceu alguma coisa que a população precise saber desta data até agora?
Os órgãos responsáveis da PMF autorizaram a construção do projeto “Porto da Barra”, logo, fica claro que há diferencias de julgamento entre a PMF e o Ministério Público? Quais são?
Representantes da Empresa Portobello manifestaram sua preocuparão pelo demora da autorização para iniciarem as obras do projeto “Porto da Barra”. A senhora acha que desistir do projeto beneficiaria a ilha de Santa Catarina?
Com o escândalo da “Moeda Verde” a sociedade viu que muitos empreendimentos privados foram autorizados de maneira irregular. Qual foi o papel e a função do Ministério Público neste contexto?
No leste da Ilha vemos sucessivamente o desrespeito aos espaços públicos, como por exemplo: construções em áreas de preservação, em áreas de marina, em calçadas, invasões na beira do canal da Barra, onde já é impossível transitar, etc. Qual é a posição do MP nestas questões?
A falta de fiscalização é um problema que todos vemos em Florianópolis, inclusive o prefeito municipal, Dário Berger, manifestou revolta perante a incompetência por parte dos fiscais do Susp. Como os moradores ou entidades representativas da comunidade podem atuar para defender os espaços públicos diante deste panorama de invasões e desrespeito e permissividade?
Caso queira, por favor, expresse sua opinião sobre qualquer assunto pertinente ou mande uma mensagem aos moradores do leste da ilha.
Muito agradecido pela atenção, caríssima Procuradora.
Aceite nosso fraterno abraço
ESCRITURA PÚBLICA NA BARRA DA LAGOA
O Sr. Oswardelino Teixeira, mais conhecido como “Vadinho”, e sua esposa, Sra. Diná Teixeira, receberam das mãos do advogado Nilson N. Coelho* a escritura pública de seu terreno localizado na Barra da Lagoa. Tal escritura foi obtida através de Ação de Usucapião que tramitou na Comarca da Capital.
Esta medida favorece os donos de imóveis irregulares, trazendo as seguintes vantagens:
- valorização do imóvel no mercado, tendo em vista que a escritura pública de propriedade confere segurança jurídica ao adquirente, além do que, muitos investidores se recusam a adquirir imóveis sem escrituração, mesmo que sua localização e estrutura sejam as melhores;
- com a escritura pública do imóvel, o proprietário tem a possibilidade de obter bons financiamentos, pois o imóvel passa a servir de garantia, além de poder ser objeto de projeto de desmembramento para loteamento;
- com relação à segurança do imóvel, a escritura pública serve de fundamento para defesa de quaisquer esbulhos na propriedade.
Advogado inscrito na OAB/SC sob o nº 7.575
CÂMARA DE VEREADORES NA BARRA DA LAGOA!
A Câmara realizou primeira sessão itinerante de 2008 na Barra da Lagoa. Os moradores reivindicaram aos vereadores diversas melhoras na comunidade
No dia 15 de abril, no clube Barrense, a Câmara de Vereadores realizou sessão especial com a presença de muitos moradores da Barra da Lagoa, que aproveitaram a ocasião para reclamar e solicitar diversas soluções para problemas do bairro.
Os oradores tinham apenas 5 minutos para manifestar-se e os vereadores Xandi Fontes e João Batista foram os únicos legisladores da Câmara que falaram ao público.
“Vamos encaminhar as solicitações da comunidade para a prefeitura e o governo de estado para que sejam atendidos os pedidos dos barrenses”, expressou o presidente da câmara, vereador Ptolomeu Bittencourt.
Veja alguns dos pedidos dos moradores presente na sessão:
Ivonildo Souza (Nildo), representando o clube Fortaleza, manifestou sua preocupação pela falta de espaços públicos e de lazer, e também solicitou aos vereadores transporte público para que cubra o trajeto Fortaleza - Lagoa com ônibus de apenas 16 lugares.
Gelson Alcides dos Santos, representando o clube Beira Rio, também reclamou da falta de espaços de lazer públicos.
Ivan de Souza, representante do Núcleo Gestor do Plano Diretor Participativo, expressou: “Conseguimos levantar os problemas, mas também levantamos as soluções e o que queremos é pedir aos vereadores a aprovação do Plano encaminhado pelo Plano Gestor do Plano Diretor Municipal. Precisamos do respaldo dos vereadores nos desejos da coletividade do município”.
Bira, falou de sua preocupação pelo crescimento desordenado da cidade e que “estamos esquecendo das pessoas, a ilha está cadê vez mais decadente”. Também solicitou recuperar o acesso ao canal.
Isolino Silva, reclamou muito da Comcap pela falta de limpeza na Barra.
Natalia Bousfield, expressou sua preocupação pela demora de iniciação das obras do Posto de Saúde da Barra da Lagoa.
Gilson Bittencourt, em apenas 5 minutos, resumiu todas as dificuldades que vem padecendo o bairro no que se refere à saúde, poluição da Lagoa pelos pinhos, etc. Lembrou que o bairro esta perdendo conquistas do passado: “Está tudo fechado, perdemos o banco, a Casan, Celesc, o posto de polícia”, enumerou Gilson.
O presidente do C. Comunitário, Anderson Bento, reclamou pelas muitas entidades existentes na Barra e solicitou que sempre seja consultado o C. Comunitário em caso verbas para algum evento. Além do mais, solicitou a reabertura do posto Saci e que tirem do sindicato de pescadores a administração do banheiro público do ponto final da Barra.
Também fizeram uso da palavra o Nem, que lembrou aos presentes todos os ofícios que apresentou, sendo ele intendente da Barra (apenas um mês), e Tatiana Martins, que reclamou mais cuidado com o meio ambiente e com o canal da Barra.
LISTA DE REIVINDICAÇÕES
Ao finalizar, os secretários leram aos presentes os pedidos que encaminharam ao prefeito, destacando-se:
a) Necessidade de melhorias no transporte público, incorporando uma linha que atenda à Fortaleza – Lagoa;
b) Construção do Posto de Saúde;
c) Solicitar à Floran o desassoreamento do canal da Barra;
d) Reabrir o banheiro público no ponto final;
e) Construir um leque na entrada da Fortaleza;
f) Urbanização e humanização da margem do canal;
g) Construção de ranchos para pescadores e de uma praça;
h) Melhoria na coleta de lixo;
i) Construção de ciclovias e calçadas;
j) Construção de uma área de lazer no Parque do Rio Vermelho;
k) Ampliação de espaços públicos para lazer e esportes na Fortaleza.
O vereador João Batista Nunes, indicado para se pronunciar ao término dos trabalhos, colocou que a Sessão Itinerante é o papel da CMF na sua essência, ou seja, estar próxima da população que possui anseios e necessidades: “A região da Lagoa, englobando Barra, Costa, Canto e Rio Vermelho, sabe da importância que tem para Florianópolis. Além de ser um bairro, é também um pólo turístico que precisa de total cuidado em questões como, por exemplo, a ambiental e a sustentabilidade”.
O vereador Xandi Fontes manifestou sua preocupação pela invasão das calçadas públicas e falou da importância de humanizar o bairro, priorizando o saneamento básico e os espaços públicos.
As próximas sessões itinerantes serão realizadas no Ribeirão da Ilha, no dia 6 de maio no Canto do Rio Futebol Clube; nos Ingleses, dia 10 de junho - no Bailão do Albino, e em Coqueiros, dia 24 de junho - na Associação Atlética do Banco do Brasil.
PROIBIDAS CIRURGIAS ESTÉTICAS EM ANIMAIS

Através da Resolução 877, o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária),
proibiu cirurgias estéticas em cães e gatos. Além do óbvio benefício que traz aos animais, a medida gerou um debate na sociedade sobre o modo como devemos cuidar e respeitar aos bichos!
Como é bom que os meios de comunicação e associações protetoras de animais coloquem este tema em debate. Como é bom informar-se, ler, falar com profissionais, escutar opiniões daqueles que sabem mais!
Concretamente, no caso do cortar a cauda de cachorros recém-nascidos, eu pratiquei este ato durante muitos anos. No terceiro dia após o nascimento, eu chamava o veterinário e rapidinho resolvia. Deixei de fazer isso definitivamente.
O que me levou a parar de praticar este “inocente” cortezinho?
Depois de ler artigos e me informar em sites sobre animais, me propuz a refletir sobre este tema, e então minha posição mudou radicalmente. Repasso aqui alguns textos e fontes, quem sabe eles possam acrescentar conhecimentos e reflexões a você, como aconteceu comigo...
1. O Conselho Federal de Medicina Veterinária proibiu as cirurgias estéticas porque podem causar sérios danos à saúde e mesmo a morte de animais. Estas cirurgias eram feitas apenas para que fossem satisfeitos os interesses de criadores e o egoísta e fútil prazer estético de "proprietários". Como exemplo, os cortes de orelhas, a supressão cordas vocais de cão, para evitar que lata, assim como a amputação das garras dos gatos para que eles não “destruam os moveis”.
Gostar de animais é respeitá-los em sua integridade, como são. Todas as partes de seu corpo têm funções importantes, assim como as nossas, humanos. Mutilar um bicho é uma violência desnecessária. Essa consciência me fez mudar e abandonar qualquer procedimento agressivo contra os animais.
Porém, a caudectomia (corte da cauda), uma das cirurgias mais comuns, recebeu apenas uma "recomendação" do Conselho para que não seja praticada. Ora, não faz sentido deixar esta cirurgia fora da proibição. Como as demais, ela não traz benefício algum ao animal. E é tão ILEGAL quanto as outras. Por que não a inibem também?
2. Saiba para que serve o “rabinho” de seu cachorro: A cauda é uma extensão do comportamento natural da espécie, é uma extensão da coluna vertebral, formada por várias vértebras pequenas. Apresenta inúmeras terminações nervosas e por isso é uma parte muito sensível do corpo do animal.
Além de ajudar seu equilíbrio, ela é uma importante meio de comunicação entre os cachorros. Através da posição da cauda, os cães demonstram suas intenções. Cauda abaixada, entre as patas traseiras significa submissão ou medo. Cauda alta, abanando de um lado para outro, significa alegria, mas pode ter o sentido de agressividade ou dominância, se o movimento for apenas leve. Ou seja, através da cauda , o cachorro consegue expressar-se. Portanto, não podemos extirpar esta parte tão importante para o animal, para nosso simples e discutível deleite. Obviamente, “quem gosta não mutila”.
Leia mais sobre este tema: www.vidadecao.com.br; www.sentiens.net, www.saudeanimal.com.br
Mande sua opinião sobre o tema. Ela é importante e nos interessa! emmy@lestedailha.com.br
OCUPAÇÃO DESORDENADA DO QUE É DE TODOS
ESPAÇOS PÚBLICOS.
Alesio dos Santos Passos denuncia corajosamente: “Onde existem construções em área de preservação limitada, é obra ilegal e clandestina. Deveriam derrubar essas casas!”
Outro tema que preocupa centralmente os moradores do leste da Ilha é o da ocupação dos espaços públicos, ou seja, do espaço que é de todos, da comunidade.
Moradores reclamam em reuniões do Plano Diretor que a comunidade já perdeu o acesso à beira do canal e à Lagoa, terrenos ocupados por particulares. Em poucos anos a comunidade foi surpreendida por prédios invadindo calçadas, encostas e margens, mostrando que inexiste fiscalização. O descaso do poder público é evidente.
A entrevista concedida ao Leste da Ilha pelo representante do Núcleo Gestor do Plano Diretor da Lagoa da Conceição, Alesio dos Santos Passos (ambientalista, licenciado em Estudos Sociais pela UDESC, especialista em Educação Ambiental, UDESC, presidente do Comitê de Gerenciamento das Águas da Lagoa da Conceição, presidente da Fundação Lagoa, professor de fitoterapia, pesquisador etno-botânico), toca em pontos fundamentais que poucas pessoas ousam trazer à tona. Leia e reflita:
Como está a situação dos espaços públicos no leste da Ilha?
Hoje, esta é uma das maiores brigas na ilha ocorre entre o público e o privado. O que era público (de todos) há pouco tempo, hoje é privado; as comunidades estão perdendo espaços: foram invadidas calçadas, a orla da praia, o acesso às cachoeiras. Isso está acontecendo pelo valor das terras, que valorizou muito, fato que gera especulação imobiliária. Além do mais, muitos estão fazendo fortalezas, construindo muros altos. Ou seja, estamos perdendo a humanização dos espaços, pois as pessoas pensam que quanto mais altos os muros mais segurança terão, um conceito errado. Outro tipo de invasão são o das pessoas que fazem trapiches pensando que é delas, colocam cadeiras, guarda sol...
Há diversas maneiras de roubar a área pública e a fiscalização não faz nada! Temos conflitos burocráticos, de competência, não se sabe se é competência da FATMA ou do IPUF, etc. A comunidade está perdida!
O Ministério Publico está movendo ação contra alguns pontos na Costa da Lagoa. Qual é sua posição sobre o tema?
Onde existe núcleo residencial, deveria haver um tratamento especial, porque as comunidades tradicionais, que moram nesse local há muitos anos, devem ser respeitadas. Mas onde existem construções em APL (Área de Preservação Limitada), tudo é clandestino. Deveriam pegar essas casas e colocá-las no chão! Hoje temos construções pelo mato, sem rede de esgoto, sem controle da água que estão usando. Nós temos, em volta da Lagoa, 30 mil pessoas morando, temos um dos maiores crescimentos do pais (5% ao ano) e a Lagoa é o centro de atração da ilha, porém, inacreditavelmente, não temos uma boa fiscalização.
Como você viu o processo de degradação da Lagoa com o decorrer dos anos?
A Lagoa passou de uma lagoa biológica a uma lagoa artificial. Antigamente, a comunidade da ilha tinha a pesca como sua atividade principal, hoje temos o turismo e o serviço como atividades principais e a pesca como secundária. Com isso, estamos passando de uma lagoa biológica a uma de lazer. A deterioração do meio ambiente é tão grande, tão veloz, que por mais que a gente faça alguma coisa, que tenhamos mais consciência, tudo é muito lento, não acompanhando o ritmo da degradação ambiental!
Por outro lado, há também a degradação cultural. Ninguém cuida da cultura, estamos perdendo os elementos de nossa cultura açoriana e das culturas mais antigas. Quando celebramos 288 anos de Florianópolis, estamos esquecendo de 5 mil anos de história.
Como estão as entidades comunitárias do leste da Ilha, dentro deste contexto?
‘A comunidade está organizada, está consciente, as entidades locais estão fazendo um grande papel, temos muito espaço para nos organizar, existe o Plano Diretor para discutir, temos o Ministério Público, que é o maior aliado dos interesses das comunidades, a imprensa faz um grande papel (sobretudo a imprensa comunitária), fala-se muito de ecologia.
O que está em retrocesso, para mim, é a Justiça, ela está comprometida com o poder econômico, a gente nunca consegue ganhar na Justiça. Infelizmente, o poder político também está comprometido com eles formando um tripé: Poder econômico + Justiça + Poder público. E a comunidade é impotente ante esta realidade. Mas estamos fazendo muitas coisas.
O que pode fazer um morador que vê uma área invadida e quer denunciar?
Os moradores devem recorrer às entidades comunitárias, às lideranças, que têm mais crédito, conhecem os caminhos. Denunciar sozinho não tem muito efeito. Aqui no leste da ilha temos várias entidades, como por exemplo as associações de moradores, Acif, fundação Lagoa... são diversas as entidades que podem fazer isso.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
COMEÇAM A SER COLOCADAS AS PLACAS!
O problema do lixo nas ruas, praia e trilhas de nossa região é uma das agressões ambientais que mais chamam a atenção tanto do morador quanto do turista. Afinal, ninguém gosta de transitar em ruas onde o lixo está jogado nas calçadas e terrenos baldios. Muito menos ir a uma praia cheia de dejetos, garrafas plásticas e latinhas.
O problema tem várias origens e afeta o meio ambiente em várias escalas, causando desde mortandade em tartarugas (que engolem os sacos plásticos pensando serem algas) até a proliferação de mosquitos, que transmitem inúmeras doenças aos humanos. Para mudar esta situação é necessário educação, consciência e solidariedade. E inteligência, afinal a sujeira também prejudica os negócios e a saúde de todos. A partir daí, um pequeno mas persistente grupo de moradores, contando com o apoio do jornal LESTE DA ILHA, resolveu ajudar a comunidade e o meio ambiente confeccionando e colocando placas em lugares onde se jogam mais lixo no ambiente.
COLABORAÇÕES ESPONTÂNEAS
As primeiras placas foram pintadas e colocadas, as adesões e colaborações começaram a aparecer e o movimento cresce lenta mas firmemente. Várias firmas e pessoas passaram a colaborar, tendo, em reconhecimento, seus nomes colocados nas placas. Uma ação coletiva e solidária que também proporciona ganhos pessoais, pois a empresa passa a ser identificada como preservadora e com isto ganha boa imagem e clientes.
A seguir damos os nomes das primeiras empresas e pessoas que estão ajudando no processo de sinalização ambiental do bairro. Para você ou seu negócio aderirem, é fácil, basta entrar em contato com a redação do jornal -3233-7239 e contribuir com R$ 30,00 (o preço de confecção de uma placa). Colocamos o seu nome como apoiador e instalamos a placa no lugar adequado.
Cada um fazendo a sua parte a Barra vai ficar mais linda. E limpa!
APOIOS ATÉ AGORA
Pousada do Marujo, www.mapadailha.com.br,Restaurante Vigia do Casqueiro, Artesanato Sol da Terra, Pousada Maresia, Laura Mosquera, Gabriel Spira, Sergio Olivares, Emmy Olivares e Ralph Viana
UMA “TRADIÇÃO” QUE PRECISA SER MUDADA!
As praias sempre foram consideradas lixeiras naturais, tanto que as casas eram construídas com os fundos para o mar. Está na hora de mudar!
Num delicioso e informativo artigo, o cronista Sérgio da Costa Ramos, no DC, traçou um histórico da relação dos moradores da ilha com suas belas praias, hoje muito mais valorizadas, mas ainda pouco cuidadas.
Segundo ele, “a Ilha sempre teve uma relação pouco asseada com os seus rejeitos e construiu ritos para escondê-los - nunca resolvê-los. Seu único esgoto organizado era o "Tigre". Barril de madeira, mal calafetado, no qual negros ornamentais - saídos, talvez, de um quadro de Debret - transportavam os "produtos orgânicos" das famílias, numa fétida procissão que passeava pelas ruas, até a Prainha, o Vai-Quem-Quer e o Forte Santa Bárbara.
Não era à toa que as casas davam seus fundos para o mar. A principal razão era o "conforto" de ter o oceano como lixeira, e poder jogar às suas águas todo tipo de dejeto, como assinalou Oswaldo Cabral, citando Gilberto Freyre:
- As praias eram lugares onde não se podia passear: nelas se faziam os despejos, descarregavam os "tigres", os gordos barris de excremento. Praia queria dizer "imundície".
As cozinhas mantinham uma janela aberta diretamente para o mar e, de vez em quando, surgiam "os braços roliços de alguma mucama, jogando para fora águas servidas, barrelas e todos os caldos suspeitos". E não se diga que esse tipo de arremesso acontecia apenas nos quintais. Em casas que não dessem para o mar, a janela das porcarias poderia muito bem comunicar-se com a rua. Neste caso, pediam as posturas que "o arremesso" acontecesse mediante aviso prévio. O lançador das sujeiras deveria gritar, alto e bom som:
- Lá vai água!...
Multava-se não a sujeira lançada. Mas o arremesso não anunciado.
Tantas eram as transgressões às posturas que o jornal “O Argos” acolheu o candente protesto de um morador da Ilha, dirigido aos fiscais do município:
“- A vista e o olfato, senhor fiscal, são dos maiores dons com que nos mimoseou a natureza. Mas há dois "entes" nesta cidade que declararam guerra a esses sentidos. São os Tigres, senhor fiscal, e os cabritos. Os "Tigres" andam impunes pelas ruas às 9h da noite - e os cabritos, de dia e de noite. Uns ofendem o olfato com a sua pestilenta catinga, outros agridem a vista com as suas cenas impudicas. Piedade, senhor fiscal. Fogo nos "Tigres", fogo nos cabritos!
Cabrito fornicando era ofensa. Mas cocô na orla, era normal. "Catinga", a própria Casan se encarrega de providenciar. Como fez (singular de "fezes"?) com a "Chernobil do Cocô", equipamento inútil, instalado em lugar nobre, no conspurcado aterro da Baía Sul.
Com esse passado sinistro - e seguidas administrações públicas que se empenham em recolher tributos, mas sonegam a contraprestação em serviços - não chegam a surpreender os vergonhosos índices de canalização dos esgotos na Ilha de Santa Catarina. Não passam de 20% os prédios e domicílios ligados à rede pública.
O lixo se permitia lançar à praia a qualquer hora; as águas servidas e as fezes, só à noite, das 10h até o alvorecer. Era a tal mania de "salvar as aparências". O que não se vê, não se critica. Embora não deixe de feder. Os "Tigres" de hoje são as "fossas" de todos os quintais, sejam eles à beira-mar ou à beira-rua”.
Dados Críticos
A maravilhosa crônica do Sérgio foi escrita em função da notícia que o PAC - "Programa de Aceleração do Crescimento” do governo federal destinará R$ 30 bilhões para "água e esgoto", estrutura essencial para a saúde pública, da qual se ressente todo o Brasil, especialmente - surpresa! - o Estado de Santa Catarina, um dos mais atrasados da Federação. A perplexidade é ainda maior: Florianópolis, capital tão festejada por sua qualidade de vida, tem uma paupérrima cobertura de esgoto, situando-se em níveis muito inferiores às capitais nordestinas no que diz respeito a essa higiene.
Esperam-se mudanças através da ação governamental. Mas esperamos também mudanças na “tradição” e consciência individual de cada um: praia não é lixeira, água é saúde.
Portanto, está na hora de mudar. Não deixe lixo nas praias, recolha o que encontrar!
Num delicioso e informativo artigo, o cronista Sérgio da Costa Ramos, no DC, traçou um histórico da relação dos moradores da ilha com suas belas praias, hoje muito mais valorizadas, mas ainda pouco cuidadas.
Segundo ele, “a Ilha sempre teve uma relação pouco asseada com os seus rejeitos e construiu ritos para escondê-los - nunca resolvê-los. Seu único esgoto organizado era o "Tigre". Barril de madeira, mal calafetado, no qual negros ornamentais - saídos, talvez, de um quadro de Debret - transportavam os "produtos orgânicos" das famílias, numa fétida procissão que passeava pelas ruas, até a Prainha, o Vai-Quem-Quer e o Forte Santa Bárbara.
Não era à toa que as casas davam seus fundos para o mar. A principal razão era o "conforto" de ter o oceano como lixeira, e poder jogar às suas águas todo tipo de dejeto, como assinalou Oswaldo Cabral, citando Gilberto Freyre:
- As praias eram lugares onde não se podia passear: nelas se faziam os despejos, descarregavam os "tigres", os gordos barris de excremento. Praia queria dizer "imundície".
As cozinhas mantinham uma janela aberta diretamente para o mar e, de vez em quando, surgiam "os braços roliços de alguma mucama, jogando para fora águas servidas, barrelas e todos os caldos suspeitos". E não se diga que esse tipo de arremesso acontecia apenas nos quintais. Em casas que não dessem para o mar, a janela das porcarias poderia muito bem comunicar-se com a rua. Neste caso, pediam as posturas que "o arremesso" acontecesse mediante aviso prévio. O lançador das sujeiras deveria gritar, alto e bom som:
- Lá vai água!...
Multava-se não a sujeira lançada. Mas o arremesso não anunciado.
Tantas eram as transgressões às posturas que o jornal “O Argos” acolheu o candente protesto de um morador da Ilha, dirigido aos fiscais do município:
“- A vista e o olfato, senhor fiscal, são dos maiores dons com que nos mimoseou a natureza. Mas há dois "entes" nesta cidade que declararam guerra a esses sentidos. São os Tigres, senhor fiscal, e os cabritos. Os "Tigres" andam impunes pelas ruas às 9h da noite - e os cabritos, de dia e de noite. Uns ofendem o olfato com a sua pestilenta catinga, outros agridem a vista com as suas cenas impudicas. Piedade, senhor fiscal. Fogo nos "Tigres", fogo nos cabritos!
Cabrito fornicando era ofensa. Mas cocô na orla, era normal. "Catinga", a própria Casan se encarrega de providenciar. Como fez (singular de "fezes"?) com a "Chernobil do Cocô", equipamento inútil, instalado em lugar nobre, no conspurcado aterro da Baía Sul.
Com esse passado sinistro - e seguidas administrações públicas que se empenham em recolher tributos, mas sonegam a contraprestação em serviços - não chegam a surpreender os vergonhosos índices de canalização dos esgotos na Ilha de Santa Catarina. Não passam de 20% os prédios e domicílios ligados à rede pública.
O lixo se permitia lançar à praia a qualquer hora; as águas servidas e as fezes, só à noite, das 10h até o alvorecer. Era a tal mania de "salvar as aparências". O que não se vê, não se critica. Embora não deixe de feder. Os "Tigres" de hoje são as "fossas" de todos os quintais, sejam eles à beira-mar ou à beira-rua”.
Dados Críticos
A maravilhosa crônica do Sérgio foi escrita em função da notícia que o PAC - "Programa de Aceleração do Crescimento” do governo federal destinará R$ 30 bilhões para "água e esgoto", estrutura essencial para a saúde pública, da qual se ressente todo o Brasil, especialmente - surpresa! - o Estado de Santa Catarina, um dos mais atrasados da Federação. A perplexidade é ainda maior: Florianópolis, capital tão festejada por sua qualidade de vida, tem uma paupérrima cobertura de esgoto, situando-se em níveis muito inferiores às capitais nordestinas no que diz respeito a essa higiene.
Esperam-se mudanças através da ação governamental. Mas esperamos também mudanças na “tradição” e consciência individual de cada um: praia não é lixeira, água é saúde.
Portanto, está na hora de mudar. Não deixe lixo nas praias, recolha o que encontrar!
ANGELA CRISTINA - CD BURUGUNDUM
A jovem cantora Angela Cristina, moradora da Barra da Lagoa, teve sua formação musical iniciada com seu pai, músico que a ensinou a cantar e apreciar serestas, sambas, choros, dentre outros estilos populares, e também através do contato com corais profissionais (Coral Guaíra) e madrigais.
Em 2003, iniciou seu processo criativo de composição, e fez da Barra da Lagoa o berço de seu trabalho, que resultou num CD independente gravado em novembro de 2007.
"Burugundum” é seu primeiro trabalho, que teve como objetivo registrar 12 faixas de sua autoria, sendo 3 delas em parceria com o músico Reizinho.
O CD foi gravado e mixado por Chico Martins, no Stúdio Daza, e tem percussão de Gerry, integrante da banda Dazaranha. Nele, Angela revela simplicidade e potência, assim como suavidade e ousadia. Mostra-se no samba, na bossa, em poesias cantadas e no choro-canção, mistura ritmos e estilos e indica fendas às tantas possibilidades de cada ouvinte, traduzidas em preto e branco nas janelas abertas da singela arte de Alnër Arbï.
O disco está à venda nas lojas CD Company (Centro), Sintonia (Lagoa) , Panela de Expressão (Canto da Lagoa) e na banca de revistas Marques (Barra da Lagoa).
Contatos: (48) 9102-2878 ou angelacanta@yahoo.com.br.
Em 2003, iniciou seu processo criativo de composição, e fez da Barra da Lagoa o berço de seu trabalho, que resultou num CD independente gravado em novembro de 2007.
"Burugundum” é seu primeiro trabalho, que teve como objetivo registrar 12 faixas de sua autoria, sendo 3 delas em parceria com o músico Reizinho.
O CD foi gravado e mixado por Chico Martins, no Stúdio Daza, e tem percussão de Gerry, integrante da banda Dazaranha. Nele, Angela revela simplicidade e potência, assim como suavidade e ousadia. Mostra-se no samba, na bossa, em poesias cantadas e no choro-canção, mistura ritmos e estilos e indica fendas às tantas possibilidades de cada ouvinte, traduzidas em preto e branco nas janelas abertas da singela arte de Alnër Arbï.
O disco está à venda nas lojas CD Company (Centro), Sintonia (Lagoa) , Panela de Expressão (Canto da Lagoa) e na banca de revistas Marques (Barra da Lagoa).
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