
- TRANSPORTE PÚBLICO - Temos que discutir diretamente com as comunidades, já que o problema está em todo o município. Mas é evidente que a região que abrange o Rio Vermelho, a Barra da Lagoa e a Lagoa da Conceição possui características diferentes de outras regiões da ilha. A primeira medida que pode contribuir muito é ampliar os horários entre Lagoa e Canasvieiras. Também deverão ser criadas linhas entre os distritos que passem por pontos estratégicos tanto para as comunidades como para o turismo. Um exemplo é o trajeto da Costa da Lagoa, no Parque do Rio Vermelho. Por dentro dos bairros também temos que pensar em transportes alternativos, como os marítimos e a criação de ciclovias ligando os distritos, alternativa não poluente que contribui para a saúde e prevenção de doenças, além de ser um atrativo de passeio para a comunidade e o turismo.
2 - TRANSPORTE FLUVIAL - Historicamente o transporte da região era feito por baleeiras entre as comunidades do Leste da Ilha. Em 1972, minha mãe foi para a maternidade comigo no ventre, saindo da Barra da Lagoa até a Estação da Lagoa, em uma baleeira. Esse é um exemplo de que o transporte marítimo pode, sim, ser uma alternativa para a região. No entanto, temos que fortalecer esse transporte incentivando a utilização de um combustível mais limpo, com o aproveitamento da mão-de-obra das comunidades, aumentando a oferta de trabalho. É possível incentivar a criação de cooperativas e a formação profissional de guias e condutores. Temos que ter a preocupação das margens do espelho d’água da região, que estão sendo privatizadas. Não adianta termos um transporte alternativo deste tipo sem que as pessoas possam chegar até a beira da água para pegar o barco.
3- CACHORROS ABANDONADOS - Este problema é resultado direto da falta de responsabilidade das pessoas que pegam os animais e depois abandonam na rua. Uma medida possível é a formação de uma parceria com as agentes de saúde para realizar um cadastro dos animais de estimação e o registro de seus proprietários, criando condições, assim, para um controle mais efetivo. Esse é um problema de saúde pública e algumas pessoas e entidades já contribuem para o controle, promovendo a castração de cães e gatos, especialmente os de rua. Porém temos que nos organizar para fiscalizar e denunciar as pessoas que largam os animais nas ruas. Isto é um crime e o controle tem que ser de todos.
4 – POSTOS DE SAÚDE - Este é um dos problemas de maior gravidade da nossa região, mas que se estende por todas as comunidades, especialmente as mais carentes e periféricas. Temos que lutar, junto com as comunidades e os conselhos de saúde, para mudar essa realidade de forma urgente. Uma alternativa interessante seria ampliação no horário nos postos de saúde, aumentando o número de médicos, funcionários e especialistas para garantir maior agilidade no atendimento. Com isso evitaríamos o deslocamento das pessoas para outras regiões da cidade, um dos reflexos do mau funcionamento dos postos locais. A população tem direito e deve exigir que os exames sejam realizados com menos espera e o mais próximo possível da unidade de saúde solicitante. Vamos lutar juntos pelo fortalecimento do Programa Saúde da Família, pela contratação de mais agentes de saúde. Este é um trabalho de saúde preventiva que, além de mais barato, reduz a procura por atendimento nos postos de saúde.
5 - MUDANÇAS NO PLANO DIRETOR - O Plano Diretor Participativo está sendo um momento único para as comunidades poderem pensar e planejar coletivamente o seu distrito. Um vereador é o representante do povo e é por isso que ele tem a obrigação de acatar a decisão da população. Serei, junto com as comunidades da nossa cidade, um fiscal do Plano Diretor, pois somos todos moradores da mesma cidade, ela tem que ser pensada pela maioria e usufruída por todos de forma sustentável. O plano diretor é da cidade e não de um grupo (vereadores e prefeitura). Por isso tenho a obrigação – e assumo o compromisso - de respeitar o desejo das comunidades.
6- FISCALIZAÇÃO MUNICIPAL - Temos poucos fiscais para a cidade. Esse é um sério problema que pode ser resolvido com concurso público específico para a área. Mas acho necessário esclarecer que as invasões não ocorrem só por pessoas financeiramente desfavorecidas.
Observamos muitas pessoas com poder aquisitivo altíssimo construindo em áreas proibidas. Como exemplo, as margens do canal, lagoa, praia, costões, dunas e os morros de Florianópolis. Não é pela riqueza da construção que esta pode e a outra não. A lei tem que ser para todos. Uma forma de enfrentar o problema é garantir melhor estrutura para as intendências participarem diretamente da fiscalização de seus distritos, além da divulgação massiva sobre as áreas públicas e de preservação ambiental, com a criação de uma central de denúncias para a população que funcione tanto para os ricos quanto para os pobres.
7- CANTO DO GRAVATÁ - Isto é a prova de que temos que defender um plano diretor participativo, pois um projeto dessa proporção está sendo colocado sem uma discussão sobre seu impacto na paisagem e nas comunidades em volta. Não podemos deixar de ressaltar o trabalho que algumas entidades vêm fazendo para debater sobre a construção. Defenderemos o que a população escolher, pois temos o dever de esclarecer às pessoas sobre o que vem acontecendo na cidade com a especulação imobiliária e os péssimos investidores, que só querem sugar da cidade o que ela tem de melhor. Temos que estar juntos para que este empreendimento e outros não sejam implantados sem participação e aprovação das comunidades.
8- PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE - Escolhemos o slogan “Comunidades levadas a sério” porque pretendemos ter um mandato aberto à participação das comunidades e mostrar ao parlamento que as comunidades participam quando são tratadas de forma honesta. Sempre ouviremos as comunidades em suas demandas e prestaremos contas para a população. Serei um representante e não o dono da cadeira do parlamento.
0 comentários:
Postar um comentário