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Até meados de 2009, duzentas máquinas dispensadoras de preservativos deverão estar disponíveis nas escolas da rede pública nacional.
O projeto, desenvolvido no CEFET-SC (Florianópolis) ganhou o Prêmio de Inovação Tecnológica Nacional em Prevenção, no final de 2007. Tive o prazer de fazer parte e doar-me a este grande projeto, por este motivo, deixarei minhas opiniões e questionamentos sobre o assunto.
A expectativa é de que todas as escolas públicas tenham pelo menos uma máquina. O funcionamento da máquina de preservativo é semelhante ao de um caixa eletrônico. O aluno terá uma senha pessoal para retirar sua cota semanal de preservativos. A distribuição será gratuita.
Diante do projeto, minha opinião é que a máquina vai atender as reivindicações dos jovens que apontaram essa forma de distribuição como menos constrangedora, já que não é necessário dar explicações cada vez que for retirar a camisinha. Acredito que a iniciativa também contribui para a desmistificação do preservativo como um produto essencial na vida das pessoas. Sexo deve ser considerado como algo normal e parte integral do bem-estar da vida das pessoas, sejam elas jovens, adultas ou idosas.
Para aqueles pais que falam que o projeto irá incentivar o sexo dentro da escola ou entre os jovens, sempre digo em tom irônico : “Tire seus filhos de frente da TV, desligue o rádio, corte o cabo do DVD, não deixe ler revistas com propagandas. Somente assim, seu filho não irá ser influenciado pela mídia, a grande responsável pelo bombardeio sexual atualmente.”
Não importam os discursos, os jovens e adolescentes irão continuar fazendo sexo. Então que o façam de forma segura. Facilitar o acesso aos meios de prevenção é ainda a melhor forma de evitar a disseminação de DSTs, as gestações indesejadas e os abortos que as sucedem.
Educar é preciso, concordo plenamente, é fundamental, inclusive. não iremos apenas “jogar as máquinas nas escolas, existe todo um Projeto Pedagógico envolvendo o tema, mas seria irracional acreditar que os discursos bastarão, que os jovens irão todos manter-se virgens até o casamento, na base do discurso. A realidade já provou o contrário.
André Luís Pessetti
andre@alp.com.br
Designer da ALP Design e Estudante do Curso de Design de Produto do CEFET/SC
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