quinta-feira, 31 de julho de 2008

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 1

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 1

Começou o processo eleitoral. Debates mornos na TV, as promessas maravilhosas de sempre, todo mundo resolvendo tudo. Então queremos lembrar e perguntar aos candidatos algumas coisitas, que afetam diretamente aos moradores, aqueles que andam de ônibus, que não têm cargos comissionados e carros com motoristas etc.
Hoje, em Floripa, os índices de motorização são os mais altos de América Latina. Temos 230.000 veículos para 428.000 habitantes, sem contar os carros de fora. A cidade ganha carros e engarrafamentos diariamente. Logo, deduzimos que o transporte público é fundamental, pois esse modelo de mobilidade na capital é suicida. Nós temos um acesso restrito, a capacidade das pontes é extremamente reduzida, e estamos apostando no veículo individual, (com a possibilidade de comprar carros em parcelas de R$ 200,00 veremos logo o caos chegar a 100 por hora, ou seja, tudo parando e poluído).
Alguém vai ter a coragem e criatividade para enfrentar este problema? O poder público vai pelo menos ouvir a população?
Todos os que governaram até agora não encararam (inclusive dona Ângela Amin e o senhor Dário Berger) e os transportes pioraram, esta a verdade.
E tudo o que for feito a partir de agora terá de estar de acordo com Plano Diretor, vamos ficar combinados. Alguém vai responder e se comprometer?
PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 2

Noticiou-se amplamente ano passado que seria feita uma nova ponte na Av das Rendeiras, na chegada ao Centrinho. Esta nova ponte é indispensável, não só para a melhoria do trânsito quanto para a sobrevivência da parte menor da Lagoa, que quase não consegue trocar água com a parte maior devido àquele estrangulamento (o canal é mínimo, muito estreito).
Então a pergunta: é uma obra simples e fundamental, por que não fizeram? E por que, então, anunciaram? E as Rendeiras, cartão postal da cidade, não deveria ser melhor cuidada, calçada com esmero (por favor, nada de asfalto!). E os simplíssimos sinais de trânsito na entrada da Mole com a Joaquina e na entrada da Osni Ortiga? E a ligação fluvial entre o Centrinho e a Barra, que diminuiria enormemente os engarrafamentos da Mole? Será que algum candidato pode chegar a este nível e falar sobre pequenas coisas que fazem toda a diferença para a população do leste da ilha?

strong>PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 3

Na edição passada do LESTE DA ILHA, na enquête feita, todos os cidadãos declararam que não votariam em candidatos envolvidos em corrupção. A Operação Moeda Verde desvendou um baita esquema de corrupção na prefeitura e colocou a cidade no noticiário nacional, não por suas belezas, mas pela destruição delas, tramada e vendida nos bastidores do poder. A justiça brasileira (quá,quá,quá) já inocentou todo mundo, por causa daqueles velhos detalhes técnicos: carimbos colocados no lugar errado e fora de prazos. Juju voltou a ser vereador e pouco se falou do escândalo nos primeiros debates.
Pergunto a você, leitor: vais votar num candidato envolvido em corrupção? Você se informou sobre seu candidato? Ou vai naquele de sempre, que te prometeu um favorzinho?

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR 4

O Brasil tem uma das maiores cargas de impostos do mundo. De 1 de janeiro até meados de maio o brasileiro trabalha para o governo. E poucos sabem disso, pois os impostos são embutidos (por exemplo, quando você compra um quilo de açúcar, 40% vai para o governo). Esta é uma cultura nacional: o governo, em todas as suas instâncias da federal à municipal, sempre quer tirar mais da população. Em alguns países, como nos Estados Unidos, a questão do tamanho dos impostos e sua utilização é um dos pontos centrais das campanhas eleitorais. Os cidadãos perguntam e cobram dos candidatos uma posição sobre como utilizarão o dinheiro que eles, os cidadãos, pagam para serem administrados. É um direito óbvio, que aqui ninguém exerce.
Algumas cidades brasileiras estão se modernizando por terem uma postura mais criativa e inteligente com relação à este tema fundamental. Hortolândia, em São Paulo, se planejou para ser um pólo de informática. Ofereceu uma substancial redução de impostos municipais à empresas deste setor que quisessem montar ali suas linhas de montagem. Várias foram. A arrecadação da cidade cresceu cerca de 140% em três anos. Sobram empregos em Hortolândia. Trabalhadores especializados e de excelente nível foram morar na cidade, que atinge níveis de qualidade de vida de primeiro mundo. Tá todo mundo satisfeito e pagando o justo. (Maringá, no Paraná, também usou esta prática e está em grande desenvolvimento sustentável).
Este é um exemplo de governar com inteligência e criatividade. A pergunta que não quer calar? Algum dos candidatos tem um projeto criativo e inteligente, que valorize a vocação da cidade e traga desenvolvimento sustentável, sem degradação, ou tudo que têm a oferecer é asfaltamento de ruas e promessa de melhoras no trânsito?


A ENTREVISTA DE QUE POUCOS QUEREM FALAR...

O maior escândalo do ano está em compasso de espera. Com exceção do Cláudio Prisco no AN, de Roberto Azevedo, do DC , César Valente, do Diarinho, de Vitor Santos, do Blog “a política como ela é”, quase ninguém foi à fundo no caso Metrópole, a revista que montou um esquema de venda de matérias e propaganda para o governador Luiz Henrique nas últimas eleições (e que por isso tem seu mandato por um fio no STF).
A entrevista com Márgara Hadlich, ex- funcionária da revista Metrópole, publicada na Folha de Blumenau, é uma bomba que pouco barulho fez na imprensa da capital .... Na rumorosa entrevista, Márgara revelou a relação do poder executivo no suposto esquema do uso indevido dos meios de comunicação para fraudar a eleição de 2006. Se você quiser conhecer mais sobre este tema, e ler sobre o Livro “A Descentralização no Banco dos Réus”, do Nei Silva, que no livro joga toda a M no ventilador, não tem outro meio a não ser a internet.
Para ver a entrevista completa acesse http://www.folhadeblumenau.com.br/novosite/noticia.php?noticia=3970
Matérias relacionadas ao tema: http://www.vieirao.com.br/.

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