sábado, 12 de julho de 2008

Delile e o Viciado em escandalos politicos......

JUSTIÇA TAPUIA

È de amargar a justiça tapuia. O Vereador Juarez Silveira foi flagrado nas escutas telefônicas da Polícia Federal, na Operação Moeda Verde, armando mil maracutaias, pedindo propinas a granel para liberação de licenças ambientais e “otras cositas mas”. Fingiu-se de doente para não ir para uma cela quando foi preso com a caminhonete cheia de contrabando, em outro episódio. Desrespeitou os eleitores, a justiça, a ética e até o bom senso. Fez tantas que foi processado e cassado pela Câmara (algo dificílimo de acontecer com o corporativismo vigente). Aí veio a “justiça” e diz que os procedimentos burocráticos e litúrgicos não foram seguidos à risca e fez voltar tudo à estaca zero. Juarez reassumiu seu mandato na Câmara, declarando ser “um grande líder e não ter decepções”.
Esta mesma “justiça” decidiu que candidatos que estejam sendo processados e mesmo já julgados e condenados podem concorrer ao pleito deste ano, pois enquanto houver alguma instância que possam recorrer são considerados tecnicamente inocentes, mesmo que tenham dado dois tiros à queima roupa na cabeça de alguém, como o jornalista Pimenta Neves, que continua solto após 8 anos do crime em que foi réu confesso. (Não à toa a câmara dos deputados do Rio de Janeiro tem 31 deputados com ficha suja ajudando a emporcalhar ainda mais a sociedade).
Não há possibilidade alguma de mudança enquanto a impunidade for a regra, quando o exemplo dado pela “justiça” é que o crime, a corrupção, e qualquer outro desrespeito às leis, compensa.
A única coisa que a “justiça” brasileira não permite de forma alguma é que o carimbo esteja torto, que os processos tenham alguma vírgula burocrática não colocada. Aí não! Neste caso o peso da mão da “justiça” é vigoroso e implacável (especialmente se o julgado for branco, “de posses”, podendo pagar advogados especializados em atalhos e recursos, e ter bons padrinhos, of course).
Viva o Juju, o Pimenta e todos os espertos e bem relacionados brasileiros. À eles o reino dos deuses gregos, que tudo faziam e nada sofriam, pois tinham imunidade “parlamentar” total. Isso é o Bananil!

CONTRIBUIÇÃO ABALIZADA

Sobre um episódio citado acima, devo esclarecer como causídico que a Justiça achou por bem absolver o vereador Juarez Silveira porque o processo estava com um carimbo torto, o que contraria as normais legais, como consta nos decreto subliminar de nº 439.49, inciso IV, da portaria de mesmo número. Além do que, data vênia, foi interposto pelos circunstantes em data postergada fora dos limites legais de acessibilidade ao foro adequado para a litigância legal, o que contraria jus totum a jurisprudência estabelecida para circunstâncias desta natureza e também seu devido modus operandi.
Entenderium o porquerium?

ESCÂNDALOS

O jornalista Nelson Motta declarou que está viciado em escândalos políticos. Quando acorda e não tem um novo, sente um vazio, de tão acostumado que está com as infindáveis maracutaias brasileiras.
Contei para ele que neste mês aqui no estado tivemos um dos bons, com o lançamento subterrâneo do livro “A Descentralização no Banco dos Réus”, onde o autor, Nei Silva, ex diretor da Revista Metrópole, conta uma suposta enorme teia de corrupção montada nas últimas eleições para divulgar a candidatura do governador Luiz Henrique (que está com o mandato por um fio no STF devido a isso).
Alegando não ter recebido a sua parte, Nei passou a cobrar do governo, cada vez mais agressivamente. Já tendo recebido R$ 40 mil do ex secretário de estado Armando Hess, Nei foi novamente ao seu encontro, para receber nova parcela. Nesta ocasião foi preso, acusado de chantagem, e se encontra ainda no xilindró.
A oposição colocou um trombone para amplificar o chiado, a imprensa informou com alguma timidez e assim o caso se encontra, no banho maria do “segredo de justiça”. Para alguns, caminhando para uma pizza, para outros, para uma marmelada.
Um dado interessante foi a explicação do ex secretário Armando Hess para o fato de ter pago a primeira parcela de R$ 40 mil para o “jornalista”: “Fiz uma doação pessoal, de R$ 40 mil, por desencargo de consciência”.
Perguntei então ao meu “personal opinator”, Zequinha Mariano, o que ele achava disso, ele mandou: “Ou o Armando nada em dinheiro, ou tava com a consciência muito pesada ou o Armando... estava armando. Resta saber armando a mando de quem?”. Fiquei desarmando a resposta e até agora não entendi direito o que o Armando disse nem o que o Zequinha não quis dizer.

CRÉDITO DEVIDO

Quando o Nei Silva saiu distribuindo o livro dossiê sobre a Metrópole e suas relações com o governo do estado, fez-se um silêncio constrangido na imprensa catarinense. Quem furou o clima e soltou a bomba foi o competentíssimo jornalista César Valente, do “Diarinho”, que mandou ver no seu blog www.deolhonacapital.blogspot.com/, que já elogiei aqui algumas vezes. Ele merece o crédito e os méritos. Não à toa tem o nome que tem: Valente!
Aproveito e novamente recomendo aos meus milhares (senão milhões - hoje tou com ALTA auto estima!) de leitores que acessem regularmente o blog do César, vocês ficarão sempre bem informados dos bastidores da política da capital. Mas não esqueçam de tomar o Figadol.

MAIS IMPOSTO


Nem precisa falar que o absurdo e injusto imposto voltou e todo mundo vai ter que pagar novamente a CPMF pro governo Lulla. Saiba pelo menos como votaram os deputados catarinenses.
Contra o imposto: Angela Amin (PP) (votou a favor anteriormente), Fernando Coruja (PPS), Gervásio Silva (PSDB), Mauro Mariani (PMDB), Paulo Bornhausen (DEM) e Odacir Zonta (PP).
A favor do imposto: Carlito Merss, Cláudio Vignatti e Décio Lima, do PT; João Pizzolatti (PP); Nelson Goetten (PR); Celso Maldaner, João Mattos e Valdir Colatto, do PMDB.

SILÊNCIO E SOLIDÃO

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, não é? Olha pra foto, pro teclado, pra tela do computador, mas o que tá no foco é aquele sentimento estacionado na sombra do coração. Bom, quando não se há nada para fazer é porque está feito. Aproveito a maré que não tá pra peixe e sigo viagem, dando uma pequena volta ao (meu) mundo. Em julho, mando notícias de Porto Alegre, thau, e Rio de Janeiro, fevereiro e março. Tainhas para todos e um ótimo mês.

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