sábado, 24 de novembro de 2007

Entrevista com o Secretário de Transportes da Prefeitura




O DISCURSO E A PRÁTICA
Numa entrevista em que não faltam elogios à própria administração,
o Secretário municipal expõe-se à confrontação com a realidade
e à opinião totalmente divergente dos moradores.


O Jornal LESTE DA ILHA entrevistou o Secretario de Transporte de Florianópolis, Norberto Stroisch Filho, a respeito de várias questões importantes para os moradores de nossa região, uma das mais sacrificadas com relação à locomoção, especialmente no verão.
Constatamos que a visão do Secretário é imensamente diferente da sentida diariamente pelos moradores que têm que utilizar os transportes públicos. Por exemplo, enquanto o Sr. Stroisch declara que “há uma integração perfeita entre todas as regiões”, o que vemos é que tal integração na realidade não existe, mesmo entre dois bairros vizinhos, como a Barra e o Rio Vermelho. Em várias outras questões, há discrepâncias radicais entre o que fala o secretário e o que vive a população.
Daí que resolvemos publicar sua entrevista e uma resposta dos moradores às suas afirmativas. Assim se faz uma democracia, não só votando a cada dois anos, mas dando voz aos cidadãos para dialogarem com seus governantes.


Qual é a situação do transporte público em Florianópolis?

Pela primeira vez na historia, a capital ultrapassou os 6 milhões de passageiros/mês, pois estávamos numa faixa de 5,3 a 5,7 milhões. Esta realidade demonstra que mais pessoas começaram a usar o transporte público, fruto da melhora da qualidade e do valor tarifário, que é um dos menores. Além disso, há uma integração perfeita entre todas as regiões, por exemplo, uma pessoa pode sair do Rio Vermelho e ir até Pântano do Sul (70 quilômetros) com apenas uma passagem. Na Barra, já são oferecidos horários diretos ao centro, sem fazer transbordo. As ofertas do serviço sempre são ampliadas proporcionalmente à demanda existente em cada comunidade.

Como é a relação da Secretaria com as comunidades da capital?

Nós estabelecemos parcerias com as entidades representativas de cada comunidade, através dos Conselhos Comunitários, Associação de moradores e outros. Estes passaram a ser nossos grandes parceiros, por que eles são os que usam, os que observam, então, toda vez que uma comunidade nota alguma deficiência, alguma necessidade de ampliação de oferta, qualquer assunto ligado ao transporte, nós damos toda atenção, através de vistorias, levantamentos, e uma vez constatada a procedência da solicitação, nós determinamos a ampliação necessária para regularizar a oferta naquela comunidade.

No leste da Ilha, há deficiência de horários no trajeto Lagoa–Canavieiras. Como podem resolver esse problema?

Já ampliamos os horários nas duas empresas que operam nesse trajeto, mas com certeza, na temporada de verão, esse serviço também se ampliará, em função da demanda. Agora, se a comunidade está constatando a necessidade de uma ampliação de ofertas nesta linha, com certeza, faremos o levantamento e a avaliação, para ampliar os horários.

Algumas entidades do leste da Ilha debateram sobre a possibilidade de implantar o sistema de transporte fluvial. Qual é sua opinião sobre o tema?

A prefeitura, como poder concedente e controlador do sistema hidroviário da Lagoa, já opera as linhas Costa-Rio Vermelho e Costa da Lagoa–Lagoa da Conceição, através de duas cooperativas. Já fizemos os levantamentos necessários para uma linha regular, na temporada, dependendo da demanda, da Lagoa até a Barra da Lagoa, tendo as duas cooperativas e o sindicato de pescadores de Santa Catarina se mostrado interessados em fazer o trajeto.
Nós estamos aguardando que eles tomem a iniciativa, a apresentação, por parte destas entidades, porque nós só oferecemos a autorização da operação.
Já fizemos o trajeto, poderá haver a necessidade de uma dragagem na entrada do canal da Barra e também temos que definir os pontos de parada, trapiches, mas essas definições são complementares.
O que precisamos é a proposta destas entidades, a Secretaria de Transporte está pronta para autorizar a operação desta linha.


Existe a possibilidade de implantar o trajeto Fortaleza da Barra-Lagoa?
Por incrível que pareça, nesse local, existe um desentendimento interno. Foram feitas duas reuniões na Fortaleza e não existe entendimento entre os moradores. A Secretaria não vai impor uma situação em que não haja consenso, ou se entendem ou não tem ônibus. O projeto era cobrir o trajeto principal, que seria Fortaleza–Lagoa, com pequenos ônibus.

Qual é a maior dificuldade que nossa cidade tem em matéria de transporte?

O grande desafio, hoje, para o transporte coletivo, é a melhora da sua eficiência. O problema não está no ônibus, nossa maior dificuldade do transporte, hoje, é o sistema viário. Quem mora na região leste, mais uma vez vai enfrentar o caos no verão. Você imagina nossas linhas que atendem essa região, tudo trancado no trânsito, como é que cumpriremos os horários?

A Secretaria de Transporte não pode programar alguma medida para melhorar esta situação dos engarrafamentos na Avenida das Rendeiras e Praia Mole?

Temos muitos projetos, mas tudo vai depender de decisões e de estrutura financeira. Já trabalhamos com a polícia, a guarda municipal, para disciplinar os estacionamentos à margem da rodovia na Praia Mole. Isso já vem acontecendo, talvez não com tão grande eficiência, mas são intervenções necessárias. A solução é uma somatória de setores para atuar e minimizar o caos. Na última temporada, acompanhamos esse drama, vimos o engarrafamento no Itacorubi, como é que o ônibus vai cumprir horário? Como é que a integração vai bater?
Para fazer obras como possíveis duplicações ou fazer um túnel, custa muito dinheiro, além das questões ambientais.

CARTA ABERTA AO SR SECRTETÁRIO DE TRANSPORTES DO MUNICÍPIO.

Prezado Sr. Norberto Stroisch Filho,
Diariamente vivenciamos a questão dos transportes. Porque o utilizamos. Talvez para o senhor, seja difícil compreender o que passamos. Por isso esta carta.

O CAOS DO VERÃO - Vem chegando mais um verão e novamente, como mais que previsível, haverá o caos em nossa região e passaremos horas em ônibus super quentes, ou em engarrafamentos monumentais, para irmos e voltarmos do trabalho ou para qualquer outra atividade.
Pelo previsível, achamos que muito poderia ser feito para minimizar esta situação, mas para nossa surpresa, constatamos que entra ano e sai ano, nada é feito.
Na sua entrevista o senhor afirma que frente o esperado caos, coloca uns policiais para multar carros que estacionam nas margens da rodovia na Praia Mole. É claro que isto pode fazer bem para os cofres públicos e para irritar os turistas, mas não resolve absolutamente nada. Eles estariam melhor colocados ajudando a organizar o trânsito.
Um simples sinal - Enquanto isso, constatamos que um simples sinal de trânsito na junção das vias que vêm da Joaquina e da Praia Mole já ajudaria bastante, isto porque hoje a preferência é dos carros que vêm da Joaquina, o que faz com que tenhamos que esperar todos os carros saírem daquela praia para que possam escoar os que vem da praia Mole e dos outros bairros. O que é um absurdo. Bastaria um simples sinal de trânsito, Sr. Secretário!
Transporte Fluvial - Há anos reivindicamos o estabelecimento, no verão, de uma linha de barcos entre o Centrinho e a Barra, com passagem pela praia Mole. Isto retiraria centenas de carros das vias, diminuiria a poluição, ajudaria o turismo e diminuiria nosso tempo de deslocamento. Afinal, estamos numa ilha.
A Cooperativa de Barcos há anos afirma que está preparada e que deseja estabelecer este novo trajeto, como já declarou numa edição do ano passado deste jornal. Mas não consegue a autorização da sua secretaria. E o que o Sr. declara? “Estamos aguardando que eles tomem a iniciativa...”.
Falta de Iniciativa - É preciso esclarecer que a função da secretaria é exatamente “tomar a iniciativa” com relação às questões de trânsito. Ou o Sr. vai ficar sempre esperando que os cidadãos decidam entre si e levem a questão pronta para sua autoridade assinar. É o que parece, pois com relação à questão do transporte da Fortaleza sua resposta foi: “Ou os moradores se entendam ou não terão ônibus”.
Francamente, esperar a unanimidade numa comunidade para decidir sobre algo tão importante é não querer resolver nada.
Inúmeras sugestões – Como o Sr. disse que “Toda vez que uma comunidade nota alguma deficiência (...), nós damos toda atenção”, tomamos a liberdade de pedir a diversos moradores do leste da ilha que dessem sugestões para seus técnicos (veja matéria nesta edição). Quem sabe alguma atenção é dada a questões tão importantes e que durante anos não receberam nenhuma medida por parte de sua secretaria. E, milagre, quem sabe alguma idéia é implementada!
Conceitos básicos – De um modo geral, sentimos que não há planejamento na área de transportes, nem uma diretriz, uma linha de ação. Acreditamos ser necessária uma filosofia básica que norteie as ações da secretaria, antes que alguma barbaridade maior seja feita.
Não acreditamos que o alargamento de ruas e construções de viadutos resolva a questão viária; na verdade isto incentivaria mais ainda o uso do transporte individual. (Se resolvesse, o Rio e São Paulo não viveriam sob engarrafamentos). A solução passa, obviamente, pela melhoria do transporte coletivo e por opções alternativas (transporte fluvial, metrô de superfície, ciclovias etc). que retiram carros das ruas.
A duplicação da Av das Rendeiras não soluciona a questão do leste da ilha (talvez só a das empreiteiras), simplesmente adiantaria o engarrafamento para o funil adiante (e destruiria um tradicional cartão postal da cidade). É preciso pensar um pouco maior e com mais ousadia e criatividade. E alguma efetividade.
A região leste da ilha é demasiadamente prejudicada por esta falta de planejamento e ação de sua secretaria. Não só temos o nosso dia a dia alterado, como diminui significativamente o número de turistas que nos visitam (afinal, todos sabem o sacrifício que é chegar e sair daqui). Daí que esperamos não mais uma manifestação sua, ou a constituição de um burocrático “grupo de estudos”. Mas um posicionamento claro seguido de ações reais frente ao problema.

A DESINTEGRAÇÃO NO NOSSO DIA A DIA
Não é só no verão que a situação dos transportes é crítica.
Durante todo o ano o surreal impera sobre o bom senso.

O Sr. também declarou que “Há uma integração perfeita entre todas as regiões da cidade!”. Discordamos totalmente, Sr. secretário. Talvez porque o Sr. também seja titular da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos – SUSP -, não tenha tempo ou disposição para entrar nos meandros desta “perfeita integração”.
Vejamos alguns dados básicos de nossa região. A Barra da Lagoa e o Rio Vermelho são bairros contíguos, vizinhos. Veja a “perfeita lógica integrativa” dos horários dos ônibus entre os dois bairros:
Canasvieiras - Lagoa em dias de semana. São cinco ônibus a partir da 6:00 até às 8:45. O seguinte é às 9:55, depois às 11:15. Ficamos duas horas e meia sem ônibus, até 13. 44. Mais duas horas e quinze sem ônibus, até as 16.00; uma hora e quinze minutos depois, passa o das 17:15. Depois de 40 minutos vem o das 18:05. Inexplicavelmente, 10 minutos depois passa outro, claro que vazio, às 18:15. Leva-se duas horas a mais para o próximo, às 20:25 e mais duas horas para o último, às 22:20. Adendo: nos fins de semana piora, com a acentuada diminuição da freqüência.
Está perfeitamente integrado, Sr.secretário? Pois no sentido contrário é a mesma coisa. Demorando horas para passar um ônibus e em seguida passam dois com a diferença de 15 minutos. Planejamento estratégico? Só se for para as pessoas usarem o transporte individual.
Uma solução simplíssima - E mais, há uma simples solução que jamais foi pensada! Há uma boa freqüência de ônibus entre Canasvieiras e Rio Vermelho. Esses ônibus têm seu ponto final quase na Barra da Lagoa, mas não chegam nela. Bastaria estender mais alguns poucos quilômetros nesta linha, (fazendo ponto final na Barra) e eles fariam uma ótima integração entre esses bairros e assim evitaríamos aqueles horários surrealistas das linhas atuais, além de aumentar a quantidade de usuários nos transportes públicos, o que é bom para as companhias e também para suas estatísticas. O que acha? O Sr. não disse que aceita sugestões?
Finalizando – Sr. secretário, apesar dos elogios que o Sr. faz à sua secretaria e aos transportes públicos na cidade, lamentamos informá-lo que a população não concorda com sua opinião. Nas diversas enquetes que fizemos com os moradores de nossa região, a questão dos transportes sempre foi a que recebeu as maiores reclamações e queixas. Nisto parece que há uma unanimidade.
Por isso (e como as eleições se aproximam), pedimos ao Sr. um mínimo de atenção aos clamores da população desta região da cidade. É impossível continuarmos com a situação da maneira que está. O prefeito Dário Berger foi eleito também com a promessa que melhoraria o transporte público do município, já antes dele caótico. Até agora estamos esperando alguma providência. Será que vem?

VOCÊ DARIA UM POUCO DO SEU LIXO ........

VOCÊ DARIA UM POUCO DO SEU LIXO
PARA UMA FAMÍLIA CARENTE?
A resposta imediata é sim. Mas na prática isto não acontece.
Veja como você pode ajudar, bastando um mínimo esforço.
Talvez você não saiba, mas o lixo reciclável, além de proteger o meio ambiente de um material altamente poluidor, dá emprego e possibilidades de uma vida mais digna para muitas famílias carentes, que vivem de selecioná-lo e vendê-lo.
Em nossa cidade, os recicláveis que são coletados pela prefeitura são entregues para a “Associação de Recicladores Esperança”, que funciona no Centro de Treinamento da Comcap, no Itacorubi. A outra entidade do ramo é a “Associação dos Coletores de Materiais Recicláveis”, formada por cerca de 100 catadores, cuja sede fica ao lado da Ponte Pedro Ivo.

Melhorando a vida das pessoas

Dois projetos estão sendo desenvolvidos em Florianópolis com o objetivo de promover a inclusão social dos catadores de recicláveis. Em parceria com diversas instituições, a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) oferece cursos de capacitação de mão-de-obra para 120 trabalhadores.
De acordo com o gerente da Comcap, Renato Rocha, os recursos que captou junto ao CNPq foram investidos na melhoria da infra-estrutura das duas associações de catadores da Capital. O projeto é realizado em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí e a Universidade Federal de Santa Catarina.
Os trabalhadores estão aprendendo técnicas variadas para coletar, selecionar e armazenar os resíduos sólidos com mais eficiência, agregando valor ao produto. Recebem também noções de gerenciamento de cooperativa e beneficiamento dos materiais.

A cidade faz a sua parte

Florianópolis conta com um dos mais antigos sistemas de coleta seletiva do Brasil.
O programa foi iniciado em 1988, e a prefeitura, através da Comcap, é a responsável pela execução dos serviços de coleta, que chega hoje a 130 toneladas por mês na Capital, abrangendo quase 90% da população, em 45 bairros. A quantidade de lixo coletada mensalmente em Florianópolis é bastante variável, aumentando no Verão, quando milhares de visitantes chegam à cidade.
Hoje, 327 prefeituras operam programas de coleta seletiva no país. O Brasil possui 5.563 municípios - ou seja, a coleta seletiva ocorre em menos de 6% das cidades brasileiras. Portanto, Florianópolis está na vanguarda neste sistema, tão importante para o ambiente quanto para oferecer renda para pessoas carentes.

Como você pode fazer a sua...

A prefeitura vem buscar o lixo reciclável em sua porta. É uma facilidade muito grande. O que você precisa fazer é simplesmente separar o chamado lixo seco – papéis, vidros, embalagens, plásticos, garrafas pet, sacos etc – em um recipiente simples (um saco plástico, por exemplo) e colocar na sua porta às quintas-feiras.
Apesar de muita gente colaborar, é ainda pequena a quantidade de famílias que instauraram este hábito. Basta olhar os lixos comuns e ver como ele contém recicláveis.
Não adianta falar em Jesus, em Deus, em solidariedade, se não mexemos uma palha para ajudar os menos favorecidos. Separar o lixo é um esforço muito pequeno e que ajuda demais muitas pessoas. Comece a fazê-lo.

A COPA É NOSSA. JÁ A GRANA...

A COPA É NOSSA. JÁ A GRANA...

Muitos dos acionistas da firma Otários S.A. comemoraram a disputada decisão (só o Brasil concorria) sobre quem sediaria a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Deu Brasil, claro! A Copa vai ser uma coisa! Imaginem: o PAN do Rio foi orçado, três anos antes de acontecer, em 364 milhões, que “seriam bancados pela iniciativa privada”. Custou 3 bilhões e meio, tudo pago com dinheiro público (nosso, aquele dos impostos). Rendeu as medalhas de ouro de sempre ao Brasil em “Assalto à Distância”, “Corrupção Sem Barreiras” e “Falcatruas Livres”. Imagine a farra que será a Copa.
Há poucos anos atrás, na CPI da Nike, descobriu-se 500 maracutaias do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Depósitos diretos em sua conta, laranjas de todos os tipos, propriedades a rodo. Sua reputação ficou mais suja do que pau de galinheiro. Mas estamos no Brasil, of course, e além de não acontecer nada com o meliante, agora governadores estão atrás do homem, puxando o saco pra ter um joguinho da Copa (Arábia Saudita X Coréia) em seu estado. Até o presidente Luiz Ináfio posa para fotos abraçado com o Ricardão. A conta de tudo? A Otários S.A. (populaçãobrás) paga, contente e orgulhosa. Não à toa que esta firma não pára de crescer.

A MINHA GATA E SEU CACHORRO

Tava raspando o fundo da panela emocional, quebrei meu cofrinho de afetos atrás de uma moedinha de carinho, abraçava poste e andava de mão dada com ursinho. Minha situação dava dó, de tão sozinho. Tava com muita hora nesta calma, entendem? Pois não é que ganhei na loteria, e sozinho: arranjei uma namorada que é uma gata, em todos os sentidos. E ela diz que tá parada na minha. Eu, claro, finjo que acredito.
Mas a minha gata tem um cachorro. Naquela de fazer uma presença (captou a estratégia?) levei o cãozinho pra receber um trato da Emmy, no Centro de Estética Canina da Barra da Lagoa, aqui perto de casa (vi o anúncio neste jornal). Pois o bichano ficou tão bonito, tosadinho no estilo, cheiroso, tão fofo, que foi difícil tirá-lo dos braços da minha moça, que me agradecia à distância, tão entretida que estava com seu animal.
Ah é? Guerra é guerra! Fui pro banheiro, tomei um banho daqueles, passei talquinho, perfume CK One, gel no cabelo e apareci na cena. Impressionei, mas não foi fácil, o cão danado tava lindo demais. Então, recomendo que você dê um trato em seu cachorro com a Emmy, é show! E mais, se você tiver levando uma vida de cão, tente entrar junto, quem sabe uma ducha e um talquinho Pimpão não muda sua situação?

POSSO ESCLARECER?

Escutei no rádio uma propaganda: “O dinheiro do Governo Lula está fazendo tal e tal obra nos Ingleses, no Campeche...” e por aí seguia. Posso esclarecer? Não é verdade. Os brasileiros pagam os mais altos impostos do mundo. Quando vc compra aquela cervejinha de 2 reais, R$ 1,60 vai pro “governo Lula”. 40% do quilo do açúcar, vai pro “governo Lula”, 80% do preço do cigarro também. Em suma 38% do que você gasta (e ganha), vai pro “governo Lula”. O brasileiro trabalha quase 5 meses por ano para o governo. É o que custa ser brasileiro.
Então o “governo Lula” (ou qualquer outro), pega o seu (nosso) dinheirinho e paga uma fábula pra uma agência de publicidade, como a do Marcos Valério, o carequinha do mensalão, bolar um anúncio dizendo que o “dinheiro do governo Lula” tá fazendo uma obra pra você nos Ingleses. Um favorzão dele para os eleitores na véspera das eleições. E assim espera que você vote nele mais 50 vezes.
É compreensível que uma pessoa carente e desinformada, do interior, acredite que é o Lula quem manda aquela graninha mensal do Bolsa Família (daí sua insuperável popularidade), mas um cidadão minimamente informado, de uma cidade, não pode cair nesta balela. Quem paga a obra é o cidadão. Façam-me o favor, meu sobrenome é Delile, não é Burraldo.

O QUE ESTÁ PERTO...

A gente não vê. Dizem que a maioria dos cariocas nunca foi ao Cristo ou ao Pão de Açúcar. E é verdade. “Tá ali pertinho, a hora que eu quiser eu vou...” dizem eles. E acabam não indo nunca. Na Barra isto também acontece com as chamadas “piscinas”. Depois da Prainha, seguindo por uma bela trilha por 15 minutos, se encontra aquela bela formação de pedras dentro do mar, com uma vista deslumbrante de toda a praia da Barra e Moçambique. Um lugar, maravilhoso em que se tem a sensação de “estar num cartão postal”. Ali é um nosso “Pão de Açúcar”. Tire um tempinho, vá até lá para se deliciar um pouco. E faça por merecer o que a natureza te oferece: leve uma sacolinha e vá recolhendo algum lixo que encontrar. A vida dá e agradece.

QUER SABER O QUE ACONTECE?

Pela internet você pode se antenar com os acontecimentos da cidade e os bastidores políticos. Siga os sites: www.guiafloripa.com.br (programação dos bares, cinemas, festas, eventos etc). www.esquerdafestiva.blogspot.com/ (notas sobre música, cultura pop, fatos políticos, sonhos & reflexões, etc). www.pauloalceu.com.br/ - (blog do Paulo Alceu, um dos mais prestigiados analistas políticos do estado). www.deolhonacapital.blogspot.com/ (Transcrição integral da coluna sobre fatos políticos e sociais publicada no Diarinho (www.diarinho.com.br) por César Valente).
www.corrupcionario.blogspot.com/ (Notícias e denúncias sobre as maracutaias de todos os tipos que acontecem na capital) e www.vieirao.com.br/ (blog sobre fatos da política barriga-verde e a opinião bem informada do blogueiro Vitor Santos sobre eles). Tás de bobeira, visite estes sites e fique por dentro de muita coisa que não é publicada na imprensa.

sábado, 17 de novembro de 2007

A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE





-Ei
! Você leitor!!
-Vamos conversar neste mês sobre o que você está fazendo pela sua comunidade?
Primeiramente temos que definir o que é comunidade. Segundo o Aurélio, Comunidade significa: Qualidade do que é comum; comunhão; congregação; agremiação religiosa ou civil; casa onde vive uma comunidade religiosa; comuna; (fig.) identidade; paridade. (Do latim, comunitate).
Então podemos chamar a comunidade de Lar.
Porém, geralmente, chamamos de Lar, aquele lugarzinho aconchegante onde semeamos o amor regado com grandes doses de felicidade. É o cantinho no qual nossas famílias se sentem protegidas e seguras..
- Mas pera aí!
- Quer dizer que chamamos de Lar um punhado de terra, no qual, destruímos primeiro a natureza para depois darmos a nossa cara de cimento!
- Pessoal, o seu Lar não está restrito só a isto.
- Isso seria é egoísmo demais!
- O nosso Lar é a Terra gente, esqueceram...
- Mas voltando ao tema, o que você fez pelo seu lar?
- Responde para o nosso e-mail cesarismar@gmail.com
-
Então, um bom começo para isto seria você participar das elaboração do Plano Diretor Participativo do Rio Vermelho e de Florianópolis.
Lá, pessoas comuns, assim como você, independente de suas profissões e de forma voluntária, resolveram dar um basta na situação em que se encontra o nosso bairro.
- Portanto, qual é a diferença entre elas e você?
- A diferença é que elas resolveram dedicar um pouco do seu tempo extra em prol da comunidade, exercendo o seus direto de cidadão. Ou seja, abdicaram de ficar plastados à frente da TV, para assistir mais um capítulo da novela sempre com o mesmo enredo, para decidir e escrever a novela da vida real e ajudar os outros da forma que for.
- Em suma, tiraram a “bunda da cadeira”, arregaçaram as mangas e colocaram a mão na massa.
- Aí eu pergunto!
- O que você está fazendo para a sua Comunidade ou Lar?
- Já não está na hora de pararmos de reclamar e passarmos a agir?
- Mas como sou tolo...
- Como é que vamos querer que vocês participem das discussões da cidade, se nem as reuniões de pais, da escola do seu filho, vocês comparecem?
- Me diga, você sabe exatamente o que o teu filho(a) está fazendo agora ou quando ele saí ? Quem são esses sues“amigos”? Onde vão?
- E se ele estiver precisando de você?
- Não adianta só ficar rezando para “Papai do Céu” ajudar...
- Temos que fazer a nossa parte no acordo, também.
- A hora é agora!!!
- Então vamos lá!!
- Acredite e tenha fé!
- Venha fazer parte desta comunidade e juntos poderemos construir um mundo melhor. Ops! Um Rio Vermelho melhor para todos.

Por Cezinha do Rio Vermelho.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Cultura Negra: o resgate das raízes em Florianópolis

Florianópolis comemora, a partir desta sexta, 16, até o dia 24 de novembro, a participação dos negros na formação da etnia da cidade com a realização da Semana da Cultura Negra, denominada Akomabu, que significa - a cultura não deve morrer. Serão atividades que reunirão diversos aspectos da cultura afro-brasileira como dança, artesanato, teatro, música e capoeira. No roteiro do evento estão incluídos, também, debates com entidades representativas do movimento negro referentes à educação, trabalho, e inclusão, dentre outros.

A construção étnica do florianopolitano teve como pilares os negros, índios e brancos (açorianos). Segundo o IBGE, 12% da população catarinense é negra – cerca de 600 mil pessoas. 10,48% dos negros vivem nos municípios que compõem a Grande Florianópolis. Mas durante muito tempo, o pilar dos afro-brasileiros foi negligenciado. Após anos de reivindicações, mobilizações e luta, o movimento negro conseguiu a aprovação da lei nº 7304 de autoria da vereadora Angela Albino, instituindo a semana municipal da cultura negra.

Estela Maris Cardoso, da UNEGRO – União de Negros pela Igualdade, de Santa Catarina ressalta que esta primeira edição do evento está sendo organizada pelo movimento social. “Entendemos, entretanto, que precisamos de maior apoio e comprometimento de todos os segmentos da sociedade, pois compreendemos que a luta anti-racista deva ser travada nos trezentos e sessenta dias do ano, culminando na semana que, além de prestarmos homenagens à luta de Zumbi, também comemoremos novas conquistas”.
Para ela, no processo de visibilização dos negros, é necessário valorizar uma história do Brasil que leve em consideração a participação de negros e negras a partir da relação de condições objetivas e subjetivas dentro de nossa sociedade.

Confira a programação:


Data/horário Atividade Local
16 (sexta –feira)
21hs Show de abertura Clube Recreativo Novo Horizonte
17 (sábado)
9h30min Concentração dos grupos culturais Vão do mercado público
10hs Roda de capoeira Angola Largo da Alfândega
10h30min Desfile cultural
(alas: abertura, maracatu, dança afro, capoeira, jambê, Samba) (Saída da Alfândega, passando pela rua Conselheiro Mafra; retorno pela rua Felippe Schimidt; concentração final na Alfândega)
11h30min Apresentações artísticas Largo da Alfândega
19 (segunda-feira)
9hs às 18hs Exposição cultural Hall da Câmara de Vereadores de Florianópolis
19hs Mostra e debate de Filme: Cidadão Invisível Plenarinho da Câmara de Vereadores de Florianópolis.
20 (terça-feira)
9hs às 18hs Exposição cultural Hall da Câmara de Vereadores de Florianópolis
9hs às 12hs Audiência Pública Auditório Antonieta de Barros – Assembléia Legislativa - SC
10hs Retirada dos restos mortais de africanos Praça histórica de São José
13h30min às 17h30min Oficinas culturais: tenda artística Largo da Alfândega
17h30min às
19hs Roda de capoeira Angola Escadaria da Igreja Nossa Senhora do Rosário - centro
21 (quarta-feira)
9hs às 18hs Exposição cultural Hall da Câmara de Vereadores de Florianópolis
19hs Mostra e debate de Filme: Para além do Samba Plenarinho da Câmara de Vereadores de Florianópolis.
22 (quinta-feira)
9hs às 18hs Exposição cultural Hall da Câmara de Vereadores de Florianópolis
19hs Mostra e debate de Filme: A Historia do Hip-Hop-Ser Plenarinho da Câmara de Vereadores de Florianópolis.
23 (sexta-feira)
9hs às 18hs Exposição cultural Hall da Câmara de Vereadores de Florianópolis
24 (sábado)
10hs às 12hs Grande Roda de Capoeira Angola: 30 anos de Capoeira em Florianópolis Vão do mercado público
12hs Roda de Samba: Grupo Bom Partido e amigos

Encerramento da Semana de Cultura Negra Akomabu: a cultura não deve morrer Vão do mercado público



Contato para Entrevistas:

Estela Maris Cardoso – fone: 8429-0171


Daniela Milidiu – fone- 8816-5119
Assessoria de Imprensa
Gabinete da Vereadora Angela Albino