“NÃO HÁ NADA MAIS FORA DE MODA DO QUE SACOLAS DE PLÁSTICO!”Estilistas criam modelos ecologicamente corretos para evitar o uso de sacos plásticos, que prejudicam o ambiente. Sacolinhas de supermercado agora têm grife!
Recente reportagem no jornal “Folha de São Paulo” mostra que o movimento contra as sacolas plásticas cresce rapidamente em todo o mundo. A matéria fala de um novo aspecto da questão, a adesão do mundo da moda à causa. Segundo a Folha, “não há nada mais fora de moda do que sacolinha plástica”. Nos supermercados, clientes já começam a substituí-las por caixas de papelão. Na região da Rua 25 de Março, lojas vendem modelos de pano para compras ecologicamente corretas. Nas coleções de verão, estilistas incorporam sacolas modernas.
Vale tudo: algodão orgânico, sarja sem tintura ou malva (fibra degradável), menos plástico. Os estilistas usam a criatividade para fazer sacolas de pano, práticas e bonitas. Andréa Saletto, uma das participantes, criou uma bolsa de lona tye-dye: "As mulheres não gostam de carregar sacolas de plástico". Essas "ecobags" já são febre em cidades como Nova York e Londres. A moda deve se intensificar no verão brasileiro. Tanto que é possível encontrar modelos de algodão e palha de todos os modelos e preços.
O que já é comum na Europa – a compra de bolsas de pano e não o fornecimento de sacos plásticos (a não ser que seja pago)– está virando norma no Brasil, começando pelas grandes cidades. A decoradora Lúcia Delafiori, faz questão de pedir caixas de papelão para levar suas compras: "Evito o máximo a sacolinha. Tem um monte de caixa aqui e, além de ser melhor para o ambiente, é mais fácil de transportar." A Associação de Supermercados diz apoiar a iniciativa.
UMA POLUIÇÃO DURADOURA
Esta atitude contra as sacolas plásticas surgiu com a constatação dos danos que causam ao ambiente. Elas podem levar cerca de cem anos para se decompor. E estima-se que cerca de um milhão de sacolas sejam despejadas, por minuto, no planeta. São responsáveis pelo entupimento de bueiros e tubos subterrâneos de escoamento de água, provocam enchentes nas cidades, poluem rios e matam animais marinhos, que as engolem supondo serem algas. Enfim, formam um lixo perigoso.
Vários países já estão proibindo seu uso e no Brasil alguns estados estão criando leis para diminuir sua produção e distribuição. Mas a questão mais difícil ainda é a educação dos usuários, que estão muito acostumados com sua utilização. Na tentativa de convencer a população, a Prefeitura de São Paulo convidou os estilistas e criou a campanha "Eu não sou de plástico", citada acima, enquanto estuda medidas para promover a substituição gradual das sacolas.
"Nosso principal instrumento é tentar conscientizar a população a mudar seus hábitos", diz Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente. "Mas podemos implementar medidas como cobrar pela sacolinha plástica."
NO LESTE DA ILHA...
O fato de ser uma região de costa, com a Lagoa da Conceição ao fundo e o oceano pela frente, torna o leste da ilha bastante vulnerável à ação poluente dos sacos plásticos, visto que muitos deles acabam chegando às águas do mar, da lagoa ou do canal. Mas a consciência de seus perigos para a natureza e os animais tem mudado a atitude de muita gente.
O psicólogo Ralph Viana, morador da Barra, é um deles: “Não sabia sobre a extensão do impacto ecológico dos sacos plásticos. Notava que havia um abuso em sua distribuição, como, por exemplo, quando comprei um envelope de comprimidos, que cabe na minha mão, e o vendedor colocou num saco plástico, mas nunca havia pensado sobre a destinação que o saco teria. Hoje, recoloquei em uso minha sacola de palha e fico bem satisfeito, porque assim dou força para as cooperativas de artesanato, que confeccionam estas sacas belíssimas”, disse Ralph.
A massoterapeuta Cleusa Regina Castro, moradora do Rio Vermelho, aderiu às sacolas de pano: “Sempre pedia que colocassem o máximo de produtos em cada sacola para evitar desperdícios. Agora levo minha própria sacola ao fazer as compras”. E Cleusa ainda dá uma ótima idéia: “Os supermercados deveriam oferecer sacolas de pano com o seu logotipo impresso. Isto seria uma economia para o próprio comerciante, que não teria que comprar constantemente a enorme quantidade de sacolas de plástico, como faz hoje, e constituiria uma boa publicidade. As sacolas de pano poderiam ter preço de custo, o que geraria economia para todos”.
UM HÁBITO SIMPLES E TRANSFORMADOR
Nossos pais e avós usavam bolsas para ir à feira ou aos mercados, nem por isso suas vidas eram piores ou eles reclamavam do fato. Os sacos eram de papel e, quando iam para o lixo, rapidamente se degradavam sem criar problemas. Hoje, muitos reclamam do comerciante, se cada legume não estiver num saco plástico diferente, o que pressiona a demanda por este produto extremamente poluidor.
Cada um tem que fazer a sua parte para vivermos com mais qualidade. Afinal, vamos deixar para os nossos filhos um mundo melhor ou pior do que o que recebemos de nossos pais?
domingo, 30 de setembro de 2007
sábado, 22 de setembro de 2007
REPUTAÇÕES ESFARINHADAS
DELILE SET 07
A crise do Senado, com a avalanche de denúncias contra Renan Calheiros, colocou no foco mais uma vez a trágica forma de fazer política em nosso país, que beneficia a poucos, prejudica a todos e mancha irrecuperavelmente reputações.
O comentarista Moacir Pereira, do DC, foi preciso: “Desde que o processo foi instaurado, a senadora Ideli Salvatti, líder do PT, vem assumindo uma postura que arranha a sua biografia e pode afetar o seu futuro político. Invocou o regimento para proteger o governo, o escândalo e seu autor. Nomeou o suplente, Sibá Machado, para o Conselho de Ética. Designou o suspeito Epitácio Cafeteira para o Conselho de Ética, que, assumindo a relatoria e com parecer encomendado, pediu as contas, atropelado pela incoerência. Debilitada com perdas políticas e com a imprensa denunciando novas ilegalidades, a senadora passou a ação mais discreta. (...) Assumir a defesa de um senador desmoralizado e condenado pela opinião pública que escandaliza o país, é um mistério que só Ideli pode esclarecer”.
Este é só mais um dos “mistérios” que a senadora carrega, no enorme saco de contradições e decepções com que o PT surpreendeu o país, após a eleição de Lula. Se ela vai perder votos com este episódio? Com certeza. O meu ela já perdeu.
BANHEIROS – QUE APERTO!
Está chegando o verão e em breve virão os turistas de temporada e também os de fim de semana. E como todos sabem, turistas também vão a banheiros fazerem os tradicionais Nº1 e Nº2. Mas onde? Na Barra da Lagoa, o banheiro público da praça raramente funciona e, convenhamos, é pouco para a multidão do fim de semana. A Prainha precisa também deste equipamento (imagine, quando a vontade aperta, ter que se deslocar até a praça e entrar numa grande fila...). Os bares e restaurantes, com razão, não querem servir de mictório público, preferem oferecer outros produtos, claro. Uma localidade turística tem que pensar nesses “detalhes” fundamentais. Isto deve entrar na pauta de melhoramentos. Ninguém merece passar por este tipo de “aperto”.
GENTE BONITA
O grau de educação e civilidade de um lugar se mede pela quantidade de lixo que se encontra na rua. Em várias cidades turísticas da Europa, não se encontra uma ponta de cigarro no chão. Nos povoados turísticos do nordeste, como Canoa Quebrada, que passaram a atrair turistas do mundo inteiro, os próprios comerciantes se cotizaram e instalaram um serviço de limpeza de ruas e praias (eles sabem o lucro que dá uma localidade limpa). Afinal, ninguém vai visitar depósitos de lixo!
Aqui na Barra, cada vez mais tenho visto pessoas que caminham na praia recolhendo o lixo que a corrente marítima deposita na praia. Como que devolvendo à natureza, na forma de cuidados, o prazer que ela nos dá. Eu, literalmente, bato palmas para quem tem esta iniciativa. É muito bom saber que ainda existe gente educada, bonita, civilizada.
Vamos continuar limpando, ensinando as crianças, passando esse hábito para os amigos, pois assim, todo mundo viverá melhor
POR OUTRO LADO...
A Prainha, nosso cartão postal do outro lado do canal, anda mal. Apesar de contar com vários depósitos e latas de lixo, cada vez que vou até lá vejo muito lixo jogado na vegetação. É inacreditável, mas as pessoas jogam os restos no chão, ao lado das lixeiras. Assim não dá! Limpeza e educação já!
BAIXA POLÍTICAGEM
È óbvio que o país estaria muito melhor se pessoas com conhecimento de causa, que são verdadeiros profissionais, ocupassem os postos técnicos na administração pública. Mas a norma é que as indicações sejam de amigos, familiares, cupinchas e todo tipo de apadrinhados. Faz parte da cultura de “troca de favores” e “compra de apoios” que beneficia a poucos em detrimento da comunidade. Lula tem feito isso direto, inclusive na Petrobrás, BB e Caixa Econômica. Basta ver o arquiteto Luiz Conde na presidência de Furnas.
Aqui, em Floripa, quase se desencadeia uma crise política na prefeitura por este motivo. Ela teve início na véspera do feriadão, quando o vereador João da Bega criticou o presidente da FLORAM por realizar mudanças na equipe, desalojando correligionários do PMDB sem ouvi-lo. As ações do presidente do IPUF, Ildo Rosa, que é secretário de Defesa do Cidadão, mereceram críticas do vereador, que condenou sua postura técnica, sem subordiná-la a critérios partidários.
Reação - Em seguida, o inesperado: Ildo Rosa, Danilo Cunha e Itamar Beviláqua selaram um acordo. Se fosse para prosseguir o trabalho de proteção da cidade, de uma nova gestão pública e de reformulação dos processos administrativos, tudo com mais transparência e sem ranços políticos, eles continuariam. Mas se um deles ficasse fragilizado, em função de exigências dos aliados, os três abandonariam o barco! Os três dizem trabalhar por mudanças técnicas, éticas e de gestão. Estudam o projeto de criação da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo e estão empenhados na elaboração do Plano Diretor.
O prefeito conseguiu debelar o incêndio (prometendo outros cargos para o PMDB), e assim, teve início um processo inovador na cidade, com a formação de uma força-tarefa. Este grupo vai se dedicar a um trabalho integrado de fiscalização para evitar invasões ilegais e construções irregulares na Capital.
A força-tarefa objetiva, também, maior integração entre os diferentes órgãos da prefeitura: o IPUF, responsável pelo planejamento estratégico; a Secretaria de Serviços Públicos, que concede as autorizações para construção; e a FLORAM, que libera as licenças ambientais. A idéia é unir os três órgãos e conferir à força-tarefa poderes de fiscalização, de forma unificada. A ordem seria oferecer uma nova alternativa para a Capital.
Depois de tantos escândalos e moedas-verdes, enfim uma boa notícia para a cidade. Será que vai durar? Vamos acompanhar...
TICO E TECO
São os dois neurônios da Secretaria de Transportes. Como são únicos, raramente se encontram e produzem uma boa idéia. Vejamos: está chegando o verão e novamente teremos que enfrentar aqueles engarrafamentos monumentais, a partir da Praia Mole, que transformam um simples passeio ao Centrinho da Lagoa em um ato de penitência para os moradores do leste da ilha.
A ligação fluvial, com barcas, como acontece para a Costa da Lagoa, evitaria muitos carros nas ruas, desafogaria bastante o trânsito e beneficiaria os moradores da região. Está sendo solicitada há anos. Já existem estudos, a cooperativa de barcos está preparada, mas a prefeitura não concede. Por quê? Por quê?
Outra: estamos no século XXI e os sinais de trânsito já foram inventados há mais de 80 anos. Que tal colocar um no cruzamento da Joaquina com a entrada para a Praia Mole e leste da ilha? Hoje, é preciso esperar todos os carros provenientes da Joaquina passarem para que o trânsito que vem do leste possa seguir. Tico! Teco!
E mais: na entrada da Rua Osni Ortiga também poderiam colocar outro sinalzinho. Quem vem do Porto da Lagoa, chega a ficar mais de uma hora parado para conseguir entrar na Av. das Rendeiras. Ninguém merece!
Alguém precisa juntar o Tico com o Teco e mostrar que não é só tapete preto que ajuda a locomoção em nossa cidade. Vamos botar fé que eles se encontrem...
A crise do Senado, com a avalanche de denúncias contra Renan Calheiros, colocou no foco mais uma vez a trágica forma de fazer política em nosso país, que beneficia a poucos, prejudica a todos e mancha irrecuperavelmente reputações.
O comentarista Moacir Pereira, do DC, foi preciso: “Desde que o processo foi instaurado, a senadora Ideli Salvatti, líder do PT, vem assumindo uma postura que arranha a sua biografia e pode afetar o seu futuro político. Invocou o regimento para proteger o governo, o escândalo e seu autor. Nomeou o suplente, Sibá Machado, para o Conselho de Ética. Designou o suspeito Epitácio Cafeteira para o Conselho de Ética, que, assumindo a relatoria e com parecer encomendado, pediu as contas, atropelado pela incoerência. Debilitada com perdas políticas e com a imprensa denunciando novas ilegalidades, a senadora passou a ação mais discreta. (...) Assumir a defesa de um senador desmoralizado e condenado pela opinião pública que escandaliza o país, é um mistério que só Ideli pode esclarecer”.
Este é só mais um dos “mistérios” que a senadora carrega, no enorme saco de contradições e decepções com que o PT surpreendeu o país, após a eleição de Lula. Se ela vai perder votos com este episódio? Com certeza. O meu ela já perdeu.
BANHEIROS – QUE APERTO!
Está chegando o verão e em breve virão os turistas de temporada e também os de fim de semana. E como todos sabem, turistas também vão a banheiros fazerem os tradicionais Nº1 e Nº2. Mas onde? Na Barra da Lagoa, o banheiro público da praça raramente funciona e, convenhamos, é pouco para a multidão do fim de semana. A Prainha precisa também deste equipamento (imagine, quando a vontade aperta, ter que se deslocar até a praça e entrar numa grande fila...). Os bares e restaurantes, com razão, não querem servir de mictório público, preferem oferecer outros produtos, claro. Uma localidade turística tem que pensar nesses “detalhes” fundamentais. Isto deve entrar na pauta de melhoramentos. Ninguém merece passar por este tipo de “aperto”.
GENTE BONITA
O grau de educação e civilidade de um lugar se mede pela quantidade de lixo que se encontra na rua. Em várias cidades turísticas da Europa, não se encontra uma ponta de cigarro no chão. Nos povoados turísticos do nordeste, como Canoa Quebrada, que passaram a atrair turistas do mundo inteiro, os próprios comerciantes se cotizaram e instalaram um serviço de limpeza de ruas e praias (eles sabem o lucro que dá uma localidade limpa). Afinal, ninguém vai visitar depósitos de lixo!
Aqui na Barra, cada vez mais tenho visto pessoas que caminham na praia recolhendo o lixo que a corrente marítima deposita na praia. Como que devolvendo à natureza, na forma de cuidados, o prazer que ela nos dá. Eu, literalmente, bato palmas para quem tem esta iniciativa. É muito bom saber que ainda existe gente educada, bonita, civilizada.
Vamos continuar limpando, ensinando as crianças, passando esse hábito para os amigos, pois assim, todo mundo viverá melhor
POR OUTRO LADO...
A Prainha, nosso cartão postal do outro lado do canal, anda mal. Apesar de contar com vários depósitos e latas de lixo, cada vez que vou até lá vejo muito lixo jogado na vegetação. É inacreditável, mas as pessoas jogam os restos no chão, ao lado das lixeiras. Assim não dá! Limpeza e educação já!
BAIXA POLÍTICAGEM
È óbvio que o país estaria muito melhor se pessoas com conhecimento de causa, que são verdadeiros profissionais, ocupassem os postos técnicos na administração pública. Mas a norma é que as indicações sejam de amigos, familiares, cupinchas e todo tipo de apadrinhados. Faz parte da cultura de “troca de favores” e “compra de apoios” que beneficia a poucos em detrimento da comunidade. Lula tem feito isso direto, inclusive na Petrobrás, BB e Caixa Econômica. Basta ver o arquiteto Luiz Conde na presidência de Furnas.
Aqui, em Floripa, quase se desencadeia uma crise política na prefeitura por este motivo. Ela teve início na véspera do feriadão, quando o vereador João da Bega criticou o presidente da FLORAM por realizar mudanças na equipe, desalojando correligionários do PMDB sem ouvi-lo. As ações do presidente do IPUF, Ildo Rosa, que é secretário de Defesa do Cidadão, mereceram críticas do vereador, que condenou sua postura técnica, sem subordiná-la a critérios partidários.
Reação - Em seguida, o inesperado: Ildo Rosa, Danilo Cunha e Itamar Beviláqua selaram um acordo. Se fosse para prosseguir o trabalho de proteção da cidade, de uma nova gestão pública e de reformulação dos processos administrativos, tudo com mais transparência e sem ranços políticos, eles continuariam. Mas se um deles ficasse fragilizado, em função de exigências dos aliados, os três abandonariam o barco! Os três dizem trabalhar por mudanças técnicas, éticas e de gestão. Estudam o projeto de criação da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo e estão empenhados na elaboração do Plano Diretor.
O prefeito conseguiu debelar o incêndio (prometendo outros cargos para o PMDB), e assim, teve início um processo inovador na cidade, com a formação de uma força-tarefa. Este grupo vai se dedicar a um trabalho integrado de fiscalização para evitar invasões ilegais e construções irregulares na Capital.
A força-tarefa objetiva, também, maior integração entre os diferentes órgãos da prefeitura: o IPUF, responsável pelo planejamento estratégico; a Secretaria de Serviços Públicos, que concede as autorizações para construção; e a FLORAM, que libera as licenças ambientais. A idéia é unir os três órgãos e conferir à força-tarefa poderes de fiscalização, de forma unificada. A ordem seria oferecer uma nova alternativa para a Capital.
Depois de tantos escândalos e moedas-verdes, enfim uma boa notícia para a cidade. Será que vai durar? Vamos acompanhar...
TICO E TECO
São os dois neurônios da Secretaria de Transportes. Como são únicos, raramente se encontram e produzem uma boa idéia. Vejamos: está chegando o verão e novamente teremos que enfrentar aqueles engarrafamentos monumentais, a partir da Praia Mole, que transformam um simples passeio ao Centrinho da Lagoa em um ato de penitência para os moradores do leste da ilha.
A ligação fluvial, com barcas, como acontece para a Costa da Lagoa, evitaria muitos carros nas ruas, desafogaria bastante o trânsito e beneficiaria os moradores da região. Está sendo solicitada há anos. Já existem estudos, a cooperativa de barcos está preparada, mas a prefeitura não concede. Por quê? Por quê?
Outra: estamos no século XXI e os sinais de trânsito já foram inventados há mais de 80 anos. Que tal colocar um no cruzamento da Joaquina com a entrada para a Praia Mole e leste da ilha? Hoje, é preciso esperar todos os carros provenientes da Joaquina passarem para que o trânsito que vem do leste possa seguir. Tico! Teco!
E mais: na entrada da Rua Osni Ortiga também poderiam colocar outro sinalzinho. Quem vem do Porto da Lagoa, chega a ficar mais de uma hora parado para conseguir entrar na Av. das Rendeiras. Ninguém merece!
Alguém precisa juntar o Tico com o Teco e mostrar que não é só tapete preto que ajuda a locomoção em nossa cidade. Vamos botar fé que eles se encontrem...
PLANTIO DE FLORES E PLANTAS NA BARRA
Com a chegada da primavera, o Fórum da Barra da Lagoa organizará um plantio de flores e plantas no centrinho da Barra da Lagoa, a fim de deixar o bairro mais bonito para moradores e turistas. O evento será no dia 5 de outubro, com inicio às 9:00 horas. Os interessados em participar devem apresentar-se na ponte metálica da Barra. As mudas foram doadas pelo viveiro do Parque Florestal do Rio Vermelho, pelo Horto do Ribeirão da Ilha e pela Floricultura Vale Verde.
Participarão alunos da Escola Municipal da Barra, integrantes do Fórum e moradores em geral.
O evento é apoiado pela intendência da Barra, pela COMCAP, pelo Conselho Comunitário e por este Jornal.
Participarão alunos da Escola Municipal da Barra, integrantes do Fórum e moradores em geral.
O evento é apoiado pela intendência da Barra, pela COMCAP, pelo Conselho Comunitário e por este Jornal.
Livrarias Catarinense oferece descontos de até 70% em livros
A Rede Livrarias Catarinense está promovendo, até outubro, a promoção Limpa Estante. São mais de 300 títulos, de diversas áreas, incluindo obras catarinenses, com até 70% de desconto. A intenção é incentivar a leitura, atrair o leitor para os livros que mais lhe interessem, com preços mais baixos numa época de menor procura.
FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO
O que foi aquilo, minha gente? Que maravilha de Festa nos proporcionaram os irmãos Laurentino “Chin” e Claudinete ”Nete” Neves, os “festeiros do ano 2007”, junto com tantos outros que colaboraram para o brilho desse nosso mais tradicional evento religioso! No meu entender, e de muitos com quem conversei, foi a melhor, mais linda e organizada Festa do Divino já realizada em nossa querida Barra da Lagoa! Parabéns aos organizadores! Há “Neves” lá no céu batendo palmas... Tenham a certeza do reconhecimento e agradecimento de toda a comunidade barrense.
ANIMAIS ABANDONADOS
O enfrentamento ético e responsável da questão dos animais abandonados pelas ruas das cidades passa necessariamente pela ação em três frentes:
a esterilização (castração), a promoção de adoção e a educação.A esterilização evita o crescimento geométrico da população de cães e gatos. Uma única cadela pode gerar mais de quatro mil descendentes em quatro anos. A esterilização é um procedimento veterinário considerado simples e realizado sob anestesia geral. Programas públicos têm se equivocado ao direcionar as castrações apenas para os animais que vivem junto à população de baixa renda. Animais que vivem nas áreas mais “nobres” das cidades, muitos de raça, são postos para reproduzir e suas ninhadas, doadas ou vendidas, de forma comumente irresponsável, sem qualquer tipo de avaliação sobre o preparo e condições das pessoas que as receberão. Ou, quando indesejadas, são criminosamente abandonadas. Os programas devem ser mais abrangentes, irrestritos. A capacidade de pagamento da cirurgia por parte do “responsável” pelo animal não deve ser considerada, pois se trata do enfrentamento de um sério problema ambiental e de saúde pública, e interesses maiores têm que prevalecer.
Adoção - Para tirar os animais das ruas, prestar-lhes atendimento emergencial e rapidamente evitar a proliferação de doenças é necessário resgatá-los, cuidar de sua saúde e encaminhá-los para um lar. Hoje, o trabalho de promoção de adoção é feito por uma rede de protetores de animais e ONGs, sem qualquer investimento ou apoio do Poder Público. Dificulta esta ação o mito sobre a impossibilidade de se encaminhar todos os animais para novos lares, afirmação que carece de qualquer fundamentação científica. Ao contrário, as experiências como a do site É O BICHO! (www.eobicho.org), mostram que, mesmo se há poucos recursos, com criatividade e mobilização dos cidadãos é possível tirar das ruas milhares de animais, indicando ser viável domiciliar, se não a totalidade, a grande maioria deles.
Educação - A ação mais importante e imprescindível é a que atinge o principal responsável pela situação de abandono de cães e gatos: o ser humano. Trata-se da educação para a guarda responsável e para o respeito à vida e ao bem-estar dos animais. Nesta ação deveriam estar concentrados os maiores esforços, porém, é freqüentemente relegada a um segundo plano ou mesmo ignorada. Quando acontece, é comum cometer-se o erro de reforçar a visão de que animais são objetos, propriedade (posse) da qual as pessoas podem dispor da forma que bem entenderem, obrigando-os a uma obediência total que violenta seus interesses e deixando-os, assim, bastante suscetíveis ao abandono, já que não atendem às expectativas de seu “dono”. A falta de crítica à existência do comércio de animais é indício deste mau direcionamento.
Ação articulada - Finalmente, o gestor de um programa de controle populacional deve agir de forma descentralizada, buscando articular-se com as comunidades através das associações de bairro, igrejas e outras entidades. Um administrador que não tenha esta capacidade não estará apto a gerir um projeto desta envergadura.
Abandonar animais é crime federal, previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, e quem o comete está sujeito a uma pena de três meses a um ano de detenção e multa, podendo ser aumentada em um terço caso ocorra a morte do animal.
Maurício Varallo - Sentiens Defesa Animal - www.sentiens.net
a esterilização (castração), a promoção de adoção e a educação.A esterilização evita o crescimento geométrico da população de cães e gatos. Uma única cadela pode gerar mais de quatro mil descendentes em quatro anos. A esterilização é um procedimento veterinário considerado simples e realizado sob anestesia geral. Programas públicos têm se equivocado ao direcionar as castrações apenas para os animais que vivem junto à população de baixa renda. Animais que vivem nas áreas mais “nobres” das cidades, muitos de raça, são postos para reproduzir e suas ninhadas, doadas ou vendidas, de forma comumente irresponsável, sem qualquer tipo de avaliação sobre o preparo e condições das pessoas que as receberão. Ou, quando indesejadas, são criminosamente abandonadas. Os programas devem ser mais abrangentes, irrestritos. A capacidade de pagamento da cirurgia por parte do “responsável” pelo animal não deve ser considerada, pois se trata do enfrentamento de um sério problema ambiental e de saúde pública, e interesses maiores têm que prevalecer.
Adoção - Para tirar os animais das ruas, prestar-lhes atendimento emergencial e rapidamente evitar a proliferação de doenças é necessário resgatá-los, cuidar de sua saúde e encaminhá-los para um lar. Hoje, o trabalho de promoção de adoção é feito por uma rede de protetores de animais e ONGs, sem qualquer investimento ou apoio do Poder Público. Dificulta esta ação o mito sobre a impossibilidade de se encaminhar todos os animais para novos lares, afirmação que carece de qualquer fundamentação científica. Ao contrário, as experiências como a do site É O BICHO! (www.eobicho.org), mostram que, mesmo se há poucos recursos, com criatividade e mobilização dos cidadãos é possível tirar das ruas milhares de animais, indicando ser viável domiciliar, se não a totalidade, a grande maioria deles.
Educação - A ação mais importante e imprescindível é a que atinge o principal responsável pela situação de abandono de cães e gatos: o ser humano. Trata-se da educação para a guarda responsável e para o respeito à vida e ao bem-estar dos animais. Nesta ação deveriam estar concentrados os maiores esforços, porém, é freqüentemente relegada a um segundo plano ou mesmo ignorada. Quando acontece, é comum cometer-se o erro de reforçar a visão de que animais são objetos, propriedade (posse) da qual as pessoas podem dispor da forma que bem entenderem, obrigando-os a uma obediência total que violenta seus interesses e deixando-os, assim, bastante suscetíveis ao abandono, já que não atendem às expectativas de seu “dono”. A falta de crítica à existência do comércio de animais é indício deste mau direcionamento.
Ação articulada - Finalmente, o gestor de um programa de controle populacional deve agir de forma descentralizada, buscando articular-se com as comunidades através das associações de bairro, igrejas e outras entidades. Um administrador que não tenha esta capacidade não estará apto a gerir um projeto desta envergadura.
Abandonar animais é crime federal, previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, e quem o comete está sujeito a uma pena de três meses a um ano de detenção e multa, podendo ser aumentada em um terço caso ocorra a morte do animal.
Maurício Varallo - Sentiens Defesa Animal - www.sentiens.net
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