terça-feira, 9 de outubro de 2007

“Decide quem participa!”


Entrevistamos o representante do grupo gestor
no Rio Vermelho, César Ismar.
distrital do Rio Vermelho, em que estágio está?
Estamos nos reunindo na Escola Maria Conceição Nunes, aos sábados, a partir das 14:30 horas. Nestas reuniões, já discutimos situações como a característica do local, sua cultura e principalmente as potencialidades do distrito, uma vez que as nossas deficiências e necessidades são claras.
Falta participação da comunidade?
No nosso entendimento, sim. Na realidade, nossa comunidade tem uma característica semelhante a dos outros bairros da ilha: as pessoas estão tão preocupadas com a sobrevivência que esperam que outros tomem conta daquilo que elas não querem “nem pensar”. Mas normalmente, reclamam do resultado, sem participar na hora de decidir, reivindicar. Decide quem participa, 5 ou 500. Se você não participar, para decidir, alguém vai decidir por você.
Quais são as reivindicações mais solicitadas pela comunidade ?
A comunidade está preocupada com a falta de ciclovias, calçamento, saneamento básico, áreas de lazer, equipamentos públicos. Com relação ao Transporte Público, é necessária a criação de novos horários e linhas que interliguem os distritos do leste e norte da ilha. Além da implementação real do Sistema Integrado, pois o que temos é um sistema de baldeação que não integra nada.
Como é a situação dos ciclistas?
A situação é grave. Somente numa escola temos mais de 100 alunos, por turno, que utilizam a “BIKE” como meio de transporte. Nosso distrito é cortado por uma rodovia estadual (SC 406), nela, sequer existe acostamento. Tanto os ciclistas quanto mães com crianças em carrinhos e pedestres disputam espaço no asfalto com os veículos que, muitas vezes, exageram na velocidade. A solução encontrada pelo Núcleo Distrital do Rio Vermelho é a MUNICIPALIZAÇÃO da rodovia João Gualberto Soares. Aí sim, teremos calçadas e, possivelmente, uma ciclovia. Sem mencionar as outras vias, como a Cândido Pereira dos Anjos, que não tem nenhum redutor de velocidade e está praticamente sem calçadas.
Vai chegar o “Tapete preto” ao Rio Vermelho?
, as ruas sejam calçadas com lajotas, uma vez que o asfalto impermeabiliza o solo, impedindo que a água da chuva seja absorvida, ocasionando os tão conhecidos alagamentos, pois, apesar dos “esgotos pluviais” (que na realidade são canos sob a pista, com aberturas no asfalto ligadas somente em linha), o que vemos é muita água acumulada sem ter para onde ir. Como temos no máximo 7 ruas calçadas até hoje, além da Rodovia e da Cândido Pereira dos Anjos, ainda há condições de minimizar o problema da impermeabilidade do solo, situação freqüente em áreas urbanas.
Como resolver a falta de calçamento no Travessão (Rua Cândido Pereira dos Anjos?
Os proprietários não respeitam o recuo e a PMF não fiscaliza. O Código de Obras do município determina que “TODOS” os proprietários devem deixar o recuo previsto e fazer a sua calçada, valorizando assim seu imóvel. Por sua vez, o Prefeito tem prerrogativa legal para desapropriar estes espaços “pelo bem comum” e promover as melhorias. Antes da Rua Cândido Pereira dos Santos (Travessão) ser asfaltada, alertamos a Associação de Moradores sobre estas questões, entretanto, a obra foi realizada sem que fossem levados em conta estes aspectos. Além disso, todos os dias, novos imóveis são construídos sem respeito ao recuo, nem de calçada nem das próprias construções. Não podemos esquecer de mencionar a situação perigosa de todas as esquinas do bairro (senão da cidade), uma vez que, por não haver recuo dos muros, não existe visibilidade, ocasionando inúmeros acidentes tanto com veículos quanto com pedestres.
Como está a divulgação do Plano Gestor Participativo?
A adequação do PDP é uma exigência do Governo Federal através do Estatuto da Cidade, podendo o prefeito ser responsabilizado e até punido por improbidade administrativa e perder o cargo caso não seja cumprido no prazo. Até o presente momento, não aconteceu a divulgação do PDP, inclusive na figura do próprio prefeito, chamando a população para participar, nos seus distritos, dos debates, com mídia na rádio, tv, jornais, out door, como está sendo realizado em outros municípios brasileiros. Este trabalho está sendo realizado de forma fragmentada pelos próprios participantes dos Núcleos Distritais, voluntariamente.
Entrevista Sérgio Olivares

1 comentários:

Anônimo disse...

Sim, provavelmente por isso e