A Brasil Telecom é a empresa que mais foi denunciada pelos consumidores de Florianópolis desde que o Procon foi inaugurado, no último dia 16 de agosto.
Desde o dia 16 de agosto, os moradores de Florianópolis têm um órgão encarregado de garantir o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. O novo serviço é administrado pela Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon).
“Até agora, das quase 1500 denúncias, 25 % foram dirigidas à Brasil Telecom, a maioria delas por cobrar serviços terceirizados não solicitados pelos clientes”, informou o coordenador executivo, Maycon Rodrigo Baldessari. Dos 293 municípios catarinenses, apenas 50 têm seu Procon.
O Procon municipal conta com um corpo técnico de 20 funcionários, estrutura duas vezes maior do que a oferecida pelo governo do estado. "Temos atendentes com fluência em inglês e espanhol, o que vai ser muito importante, especialmente, na temporada de verão, quando a cidade recebe muitos visitantes estrangeiros", ressalta o coordenador Maycon Baldessari. Ele disse ainda que também está em estudo um projeto para implantar o Procon Mirim nas escolas municipais até o final do ano.
INFORMAÇÃO AOS CONSUMIDORES
O atendimento neste Procon é para:
- Consumidores que residem em Florianópolis e/ou consumidores que adquiriram um produto ou solicitaram um serviço de um fornecedor estabelecido em Florianópolis.
Documentos obrigatórios quando for apresentar uma queixa: Cópia da carteira de identidade; Cópia do CPF; Cópia do comprovante de residência; Nota fiscal (contrato, fatura, carnê). Horário de atendimento: das 09:00 às 17:00 h., de segunda a sexta-feira.
Mais informações: Rua Deodoro, 209, Centro, Telefone: 3251-4400, ou pelo e-mail procon@pmf.sc.gov.br
UMA DEMISSÃO PERIGOSA
O Diretor-superintendente da Floram, que substituiu os indiciados pela Moeda Verde, pediu demissão classificou situação de Florianópolis como crucial, com 60 mil pessoas morando em áreas de risco
“Florianópolis vive um momento crucial na sua gestão socioambiental e se não enfrentar logo, de forma rígida, clara e obstinada, os seus desafios, ficará sem rumo, tendo como conseqüências imediatas graves problemas urbanísticos, de inclusão social, segurança pública, saúde pública, acessibilidade urbana, mobilidade e desenvolvimento sustentável”. A avaliação alarmante foi feita pelo professor de Direito Ambiental da Unisul, Itamar Bevilaqua, que pediu exoneração do cargo de diretor-superintendente da Floram (Fundação de Meio Ambiente de Florianópolis), depois de pouco mais de três meses no cargo.
“A situação, do ponto de vista ambiental, é preocupante”, admite Itamar, ao referir-se a um levantamento da secretaria de Habitação e Saneamento de Florianópolis, que calcula entre 58% o índice de irregularidade em loteamentos (parcelamento ou divisão do solo em glebas menores, construções em desacordo com o zoneamento, edificações com algum grau de irregularidade) e 72% no comércio.
Esse mesmo levantamento indica que em Florianópolis 60 mil pessoas vivem em áreas de interesse social, uma maneira polida de dizer que moram em lugares com algum problema de ocupação, preservação ou em áreas de encostas com risco, palafitas, mangues ou dunas, como nos Ingleses e no Santinho. São 60 áreas de risco socioambiental, na cidade, que necessitam de uma atenção maior.
“Ou Florianópolis enfrenta seus problemas logo ou então, com o passar do tempo, essas questões ficarão insolúveis”, diz Itamar, que considera pouco o tempo para se consertar o rumo.
Ele defende a participação da população, de forma clara, para auxiliar no plano diretor participativo, respeitando as leis e auxiliando o poder público: “É preciso agir dentro da legalidade, não se tolerando desvios na lei, que é para todos, sem privilégios”, argumenta.
Fonte: Univali
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
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